Negócios

Empresas chinesas boicotam produtos dos EUA após prisão da CFO da Huawei

Em comunicados, entidades afirmam que punirão empregados que usarem produtos norte-americanos; Meng Wanzhou foi liberada sob fiança

Empresas chinesas boicotam produtos dos EUA após prisão da CFO da Huawei

Duas pessoas levantam cartaz para exigir a liberação de Meng Wanzhou, uma alta executiva da Huawei - AFP

A polêmica detenção de uma das principais executivas da empresa de tecnologia chinesa Huawei está criando um clima de “caça às bruxas” contra marcas norte-americanas no país asiático.

De acordo com a CNN, diversas empresas e instituições chinesas estão pedindo para que seus funcionários boicotem produtos dos Estados Unidos, principalmente os ligados ao setor tecnológico, como a Apple. Em alguns lugares, existem ameaças de punições para quem for flagrado com produtos da empresa.

“Os EUA pretendem conter a ascensão da China. Acredito que nós, chineses, devemos permanecer unidos e apoiar nossos produtos nacionais”, disse a Câmara de Comércio de Nanchong, em Xangai, em comunicado nesta semana, alertando que qualquer membro que comprar produtos da Apple seria banido.

A Menpad, fornecedora de peças eletrônicas de Shenzhen, informou na segunda-feira que daria 15% de subsídio a qualquer funcionário que comprasse celulares das empresas chinesas Huawei e ZTE.

“A empresa vai punir os funcionários que compram os telefones da Apple com uma multa de 100% do preço de mercado”, disse o aviso a todos os membros da equipe. “Pare de comprar marcas dos EUA para equipamentos da empresa, como computadores de trabalho.”

Outras empresas limitaram-se a apenas apoiar a Huawei, sem mencionar um boicote da Apple, como a Xinjiang Nor-West Star Information Technology. “Nossa empresa apóia ativamente as chamadas para apoiar a Huawei e proteger as marcas nacionais”, afirmou em comunicado.

Executiva foi liberada sob fiança

A situação eclodiu após a prisão de Meng Wanzhou no aeroporto de Vancouver, no Canadá, no dia 1º de dezembro, a pedido de autoridades dos EUA. O país acusa a empresa de fazer negócios com o Irã através de bancos norte-americanos, burlando o embargo sancionado pelo governo Trump.

Ela foi solta nesta terça-feira (11), após pagar fiança de dez milhões de dólares canadenses (aproximadamente R$ 29 milhões).

“Para tratar um cidadão chinês como um criminoso sério, para atropelar seus direitos humanos básicos e desonrar sua dignidade, como este é o método de um país civilizado? Como isso pode não deixar as pessoas furiosas?” disse um editorial no People’s Daily, o porta-voz oficial do Partido Comunista Chinês.

Não é a primeira vez que a população chinesa se revolta contra um país e promove ações de boicote. Em 2012, empresas japonesas foram atacadas, e pelo menos uma pessoa foi morta, em meio a manifestações em massa por toda a China sobre uma disputa territorial com o Japão. Cenas semelhantes ocorreram em 2008, depois que o governo francês apoiou a independência do Tibete.

 

 

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