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Empresas adotam semana de quatro dias durante a pandemia

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A mudança para uma semana de quatro dias trouxe benefícios imediatos para a empresa. O resultado foi o pessoal trabalhando com muito mais eficiência. (Crédito: Reprodução/Pexels)

Quando a Target Publishing, da Inglaterra, cortou o pagamento da equipe após o primeiro lockdown por coronavírus no ano passado, a empresa sabia que precisava fazer um esforço positivo para seus funcionários. Portanto, introduziu uma semana de quatro dias.

Mas a mudança para uma semana de quatro dias trouxe benefícios imediatos para a empresa. O resultado foi pessoal trabalhando com muito mais eficiência, tanto que em julho, quando a situação havia melhorado, o pagamento de todos foi reestabelecido e a semana de quatro dias continuou.

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Quando a Unilever disse que mudaria sua semana para quatro dias com o mesmo salário aos seus funcionários da Nova Zelândia, a fabricante do sabonete Dove, que emprega mais de 150 mil pessoas em todo o mundo, deu a deixa para o trabalho flexível que os ativistas estavam esperando.



“Chegou a hora”, disse o economista Aidan Harper ao Guardian. Ele é coautor de um novo livro que apresenta os argumentos práticos para uma redução nas horas de trabalho sem perda de salário.

Ele disse que durante grande parte do século 20 as empresas foram forçadas, seja por ação sindical, política governamental ou falta de mão-de-obra, a dar aos trabalhadores uma grande fatia dos ganhos de produtividade – a produção de cada trabalhador por hora – mas isso acabou na década de 1980.

Com os aumentos de produtividade próximos de zero desde a crise financeira de 2008 e a pandemia que forçou empresas como a Target a repensar como empregar seus recursos, há uma expectativa crescente de que uma mudança mais ampla para jornadas de trabalho mais curtas aconteça em 2021.

Um relatório recente do thinktank Autonomy argumentou que o chanceler, Rishi Sunak, poderia evitar um aumento acentuado no desemprego se apoiasse as empresas que passassem para uma semana de quatro dias. Ele disse que a maioria das 50 mil empresas estudadas seria capaz de lidar com a mudança por meio de maior produtividade ou aumento de preços.

Instou o governo a investigar maneiras de implantar uma semana de quatro dias, começando pelo setor público.

Poucas semanas após o anúncio da Unilever, a Awin, uma empresa de marketing online, disse que seus mil funcionários passariam para uma semana de quatro dias após experimentar várias formas de trabalho flexível.

A Unilever apresentará um novo software de gerenciamento de projetos para reduzir tarefas desnecessárias e oferecer suporte a tomadas de decisão mais rápidas. Após o teste, a empresa diz que vai avaliar o resultado com a escola de negócios da Universidade de Tecnologia de Sydney, na Austrália, e ver como uma semana de trabalho mais curta poderia ser adotada pelo restante de seus 155 mil funcionários em todo o mundo.

A iniciativa segue um teste semelhante pela Microsoft em suas operações japonesas e a adoção da Toyota de horários reduzidos em várias de suas fábricas.

A Microsoft disse em novembro que os funcionários aumentaram a produtividade em 40%. A empresa de tecnologia dos EUA restringiu as reuniões a meia hora e mudou muitas de suas práticas de trabalho como parte de um projeto que permitiu maior participação das equipes de funcionários.

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