Ciência

Empresa de biotecnologia busca vacina para coronavírus com folhas de tabaco

Crédito: AFP

Os testes podem diagnosticar se a pessoa teve coronavírus em menos de 15 minutos (Crédito: AFP)

O grupo British American Tobacco (BAT), que fabrica cigarros, anunciou nesta quarta-feira (01) que uma de suas filiais de biotecnologia está tentando desenvolver uma vacina contra o coronavírus usando folhas de tabaco.

A vacina está na fase pré-clínica e, portanto, ainda não foi testada em seres humanos e nem autorizada pelas autoridades de saúde.

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Caso demonstre eficácia, BAT, com a ajuda de sócios e governos, afirma que poderia produzir entre 1 e 3 milhões de dose semanais para junho.



Sua filial de biotecnologia americana Kentucky BioProcessing (KBP) conseguiu clonar parte da sequência do vírus que provoca a COVID-19, o que lhe permitiu desenvolver uma molécula que pode criar anticorpos para se proteger contra o coronavírus, afirma.

KBP foi apresentada em 2014, antes de se unir a BAT, desenvolvendo um tratamento contra o vírus do ebola. Outras empresas de biotecnologia, como a canadense Medicago, também utilizam folhas de tabaco para desenvolver vacinas.

Para que seja utilizável e reproduzível, o anticorpo é injetado nas folhas de tabaco, um método que a BAT alega que pode ser mais efetivo do que as técnicas tradicionais.

“Acreditamos que temos feito um avanço significativo com nossa plataforma tecnológica de folha de tabaco e estamos dispostos a trabalhar com os governos e todas as partes envolvidas para ajudar a vencer a guerra contra a COVID-19”, afirmou David O’Reilly, diretor de pesquisa científica da BAT.

O grupo afirmou estar em contato com as autoridades de saúde dos Estados Unidos e Reino Unido.

Pesquisadores e grupos farmacêuticos de todo o mundo correm contra o tempo para encontrar um tratamento contra o novo coronavírus, tanto em forma de tratamento como de vacina.

A Agência Europeia de Medicamentos (AEM) disse que “pode levar pelo menos um ano até que uma vacina contra a COVID-19 esteja pronta para sua aprovação e disponível em quantidades suficientes para seu uso generalizado”.

Essa estimativa é baseada nas informações disponíveis e na experiência passada no desenvolvimento de vacinas, afirmou a AEM.

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