Economia

Emissões de renda fixa sobem 5% de janeiro a julho, para R$ 50,7 bi, diz Anbima

As emissões locais em títulos de dívida (renda fixa) e os instrumentos de securitização alcançaram R$ 2,4 bilhões em julho, informou a Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiros e de Capitais (Anbima). No acumulado do ano, as ofertas chegam a R$ 50,7 bilhões, com crescimento de 5% em relação ao mesmo período do ano passado.

As emissões de debêntures atingiram R$ 1,54 bilhão em julho, abaixo do montante de R$ 6,34 bilhões de junho e dos R$ 7,93 bilhões de julho do ano passado. No acumulado de 2017, as emissões de debêntures somaram R$ 28,77 bilhões.

A demanda por esse tipo de ativo tem aumentado, de acordo com a Anbima. A associação informa que das debêntures distribuídas até julho, os investidores institucionais e pessoas físicas responderam por, respectivamente, 63% e 4,8% das aquisições. No mesmo período de 2016, as participações haviam sido de 13,7% e 1,7%.

As ofertas de Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRAs) ficaram em R$ 345 milhões em julho e R$ 5,52 bilhões de janeiro até o mês passado. As pessoas físicas responderam por 86,3% do total adquirido em 2017, contra 78,6% no mesmo período de 2016.

As ofertas de Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs) estavam em R$ 434 milhões em julho e R$ 2,44 bilhões no acumulado do ano. Os investidores pessoas físicas levaram 49,3% das ofertas deste ano, bem acima dos 9,5% adquiridos no mesmo intervalo de 2016.

No mercado externo, informa a Anbima, uma operação com bonds (renda fixa) levantou US$ 325 milhões em julho (convertendo o valor em reais na data de emissão, o volume equivale a R$ 1,02 bilhão). No acumulado até julho, foram 17 operações, entre renda fixa e variável, totalizando US$ 17,3 bilhões em captação (R$ 55,4 bilhões).

Emissões de ações

As companhias brasileiras captaram R$ 11,7 bilhões no mercado de capitais doméstico durante o mês de julho, volume impulsionado pelas ofertas de renda variável, que somaram R$ 9,3 bilhões, de acordo com a Anbima.

O boletim divulgado pela Anbima mostra que, considerando os sete primeiros meses deste ano, a captação total chegou a R$ 74 bilhões, sendo que R$ 23,4 bilhões resultaram das emissões de ações no período – valor quase quatro vezes maior do que o registrado no mesmo intervalo de 2016.

Quatro companhias realizaram ofertas públicas iniciais de ações (IPOs) em julho. As operações foram lideradas pelo Carrefour (Atacadão), com volume de R$ 5,1 bilhões, seguidas das emissões do Instituto de Resseguros do Brasil, de R$ 2 bilhões, da Biotoscana Investments, com volume de R$ 1,3 bilhão, e da Omega Geração, que captou R$ 844 milhões.

O volume mensal é o maior desde abril de 2015, quando houve uma única operação de follow on (oferta subsequente) da Telefônica Brasil, de R$ 16,1 bilhões.

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