Dinheiro em Ação

Embraer mais perto do acordo

Embraer mais perto do acordo

Papéis avulsos

Depois de vários meses, a negociação entre Embraer e Boeing está se aproximando do final. O acordo que se desenha entre as duas empresas é o de uma cisão das atividades da companhia brasileira. A aviação comercial, cobiçada pela Boeing e que, representa 57% do faturamento, será vendida para uma joint venture da qual os americanos terão 80% do controle. As atividades de aviação executiva e militar devem ficar fora do acordo.Seus principais pontos já teriam recebido o aval do governo. A questão que ainda tem de ser respondida é se alguma das empresas terá ações negociadas em bolsa. Procurada, a Embraer apenas confirma a existência da negociação. A especulação vem puxando as cotações, que subiram 3,65% na quarta-feira 4.

 

Varejo

Sonae e Aliansce negociam fusão

As empresas de administração de shopping centers Sonae Sierra e Aliansce anunciaram, na quinta-feira 4, que estão negociando uma fusão de suas atividades. As duas empresas têm tamanhos parecidos. Nos 12 meses findos em março deste ano, a Aliansce faturou R$ 505 milhões, ao passo que a Sonae Sierra obteve receitas de
R$ 360 milhões. Segundos analistas, há uma razoável sinergia entre ambas, uma vez que a Aliansce tem boa participação na região Nordeste e a Sonae Sierra é forte no Sudeste do País. A notícia provocou uma forte alta dos papéis. Na quarta-feira 4, as ações da Sonae avançaram 6,7% e as da Aliansce subiram 5,2%.

 

Mercado

Debêntures de infraestrutura movimentam R$ 10,5 bi

A emissão de debêntures incentivadas (livres de imposto) de infraestrutura somam R$ 10,5 bilhões no ano até o fim de maio. É o maior volume já registrado no mercado desde que esses papéis foram regulamentados, em 2012. O valor supera os R$ 9,1 bilhões em captações de 2017. Na última semana de junho a Engie Brasil Energia captou R$ 1,8 bilhão, e a Taesa emitiu R$ 525 milhões nesses papéis. Há pelo menos mais R$ 515 milhões em ofertas em curso.

 

Touro x Urso

Após amargar uma queda de 5,2% em junho, o Índice Bovespa valorizou-se 2,7% nos três primeiros pregões de julho. O que sustentou a alta do mercado foi a valorização das ações da Eletrobras, que subiram 18% na quarta-feira 4. Os investidores se animaram com o aparente avanço do processo de privatização, no Congresso Nacional, das subsidiárias da estatal.

 

Destaque no pregão

A nova receita da BRF

O plano de venda de ativos para captar de R$ 4 bilhões a R$ 5 bilhões, anunciado pela BRF na noite de 29 de junho, agradou os investidores. No primeiro pregão de julho, na segunda-feira 2, as cotações subiram 12,2%. Elas avançaram mais 2,4% nos pregões seguintes, acumulando uma alta de 15% no mês, encerrando a quarta-feira 4 a R$ 20,70. A estratégia de Pedro Parente, que preside a companhia, é vender as atividades na Europa, Argentina e Tailândia. A BRF também deverá se desfazer de ativos não-operacionais, como galpões e florestas.

Palavra do analista:
Em relatório, os analistas do Credit Suisse Victor Saragiotto e Ian Miller mudaram sua recomendação das ações. Agora, a orientação é Manter, em vez da anterior Venda. No entanto, eles mantiveram o preço-alvo das ações da BRF em R$ 18. Os analistas da Toro Radar avaliam que há uma resistência a R$ 21,35. Se as cotações chegarem a esse nível, muitos investidores deverão aproveitar para vender seus papéis.

 

Construção

O plano da Eternit

Após ter solicitado recuperação judicial em março, a Eternit apresentou, na segunda-feira 2, o plano para pagar seus cerca de dois mil credores. O total de dívidas chega a R$ 250 milhões. A empresa presidida por Luis Augusto Barcelos Barbosa foi prejudicada pela proibição de seu principal produto, as telhas de amianto. Para sanear as contas, a proposta é vender ativos, emitir debêntures e converter dívidas em ações. Apesar de ainda amargarem uma queda de 41,3% no ano, as cotações das ações subiram 1,9% em julho.

 

 

Mercado em números

ELETROPAULO
16,40% – É o reajuste das tarifas que foi aplicado a partir da quarta-feira 4 pela empresa de distribuição de energia da região metropolitana de São Paulo

AZUL
14,75% – É a participação acionária da gestora de recursos americana BlackRock na empresa aérea brasileira. A gestora comprou as ações que pertenciam à empresa chinesa de aviação Hainan Airlines

ELEKEIROZ
256 mil – É o número de ações ordinárias da empresa petroquímica que o fundo HIG, novo controlador da companhia, tentará adquirir no mercado. O preço deve oscilar entre R$ 5,83 e R$ 6,39

RANDON
R$ 600 milhões – É quanto a empresa de implementos agrícolas pretende captar por meio de uma emissão privada de debêntures. Os papéis terão cinco anos de prazo e pagarão juros de 114,5% do CDI

RAÍZEN ENERGIA
R$ 17 milhões – É quanto a empresa pretende distribuir aos acionistas na forma de dividendos. O lucro da safra 2017/2018 foi de R$ 642,7 milhões