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Embaixadora do Líbano na Jordânia renuncia após explosão em Beirute

Embaixadora do Líbano na Jordânia renuncia após explosão em Beirute

Os destroços de um navio são vistos em 5 de agosto de 2020 após a explosão no porto de Beirute, capital do Líbano, no dia anterior - AFP

A embaixadora do Líbano na Jordânia, Tracy Chamoun, anunciou sua renúncia nesta quinta-feira (6), após a explosão que devastou Beirute esta semana, em protesto contra a “negligência” das autoridades do país, e pediu uma mudança de liderança.

É o segundo pedido de demissão no alto escalão libanês desde a dupla explosão de terça-feira, que causou quase 150 mortes e mais de 5 mil feridos, além de destruir bairros inteiros da capital.

O parlamentar Marwan Hamadeh renunciou na quarta-feira após o desastre, causado pela explosão de 2.750 toneladas de nitrato de amônio armazenado sem medidas de segurança no porto de Beirute.

Em um comunicado transmitido na televisão libanesa independente MTV, a embaixadora disse que não pode mais tolerar a incompetência do governo.

“Anuncio minha renúncia como embaixadora … em protesto contra a negligência, o roubo e as mentiras do Estado”, declarou Chamoun, nomeada para o cargo em 2017 com o apoio do presidente libanês Michel Aoun.

Um movimento de protesto lançado em outubro do ano passado exige reformas amplas e uma mudança de governantes, há muito acusados de incompetência e corrupção. O pequeno país mediterrâneo também mergulhou na pior crise econômica desde a guerra de 1975 a 1990, reforçando o ressentimento das pessoas contra o governo.

Enfurecidos, os libaneses consideram a explosão um novo símbolo trágico da incompetência de seus líderes. Muitos se perguntam como um carregamento enorme e altamente explosivo de nitrato de amônio pode ser armazenado na capital sem medidas de segurança por anos.

O presidente francês Emmanuel Macron, que visitou Beirute na quinta-feira, pediu uma investigação internacional, como muitos já exigiram no Líbano.

Pouco antes do anúncio da renúncia de Chamoun, um promotor libanês disse que havia detido 16 pessoas que trabalhavam no porto, incluindo antigos e atuais responsáveis pela autoridade portuária e aduaneira, funcionários de manutenção e seus chefes de equipe.

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