Agronegócio

Embaixador da Indonésia prevê volta de importação de carne do País até fim do ano

Luís Eduardo Magalhães, BA, 7 – A Indonésia deve retomar a importação de carne bovina in natura do Brasil até o fim deste ano, estima o embaixador do país no Brasil, Edi Yusup. A reabertura do mercado foi discutida pela ministra da Agricultura, Tereza Cristina, e o ministro da Agricultura da Indonésia, Amran Sulaiman, em maio, durante missão brasileira à Ásia.

A retomada das compras depende, segundo o diplomata indonésio disse ao Broadcast Agro (sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado), de aspectos burocráticos, como a mudança da legislação sanitária em vigor no país. Hoje, a Indonésia só compra proteína animal de países livre livres de febre aftosa, enquanto o Brasil tem zonas livres da doença e não todo o território nacional.

“Estamos aguardando a mudança nessa normativa, que levará em conta zonas livre da doença e não países. Assim, poderemos comprar carne bovina brasileira oriunda dessa região”, disse Edi Yusup, que integra o grupo de representantes de dez embaixadas que percorre o oeste baiano a convite da Confederação de Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA).

De acordo com o diplomata, as visitas técnicas e inspeções foram concluídas em novembro do ano passado por uma equipe do governo indonésio. “Atestamos as zonas livres da doença e a adequação ao sistema halal.” Ele não forneceu números sobre compras, mas estimou que os volume deve ser crescente, a depender da aceitação do produto pelos consumidores locais. Edi Yusup considera também que, em breve, o país poderá voltar a exportar animais vivos para a Indonésia.

O embaixador considera ainda que os dois países podem estabelecer cooperação tecnológica. “A tecnologia agrícola no Brasil é muito avançada. Temos muito que aprender. Espero que possamos aprender com Brasil para melhorar nossa produtividade, especialmente na fruticultura e poder, futuramente, vender frutas específicas ao mercado brasileiro”. Segundo ele, a produção de frutas na Indonésia ainda emprega pouca tecnologia.

*A jornalista viaja a convite da CNA