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Em 50 mil anos, 469 espécies de aves entraram em extinção por ação humana

Crédito: Reprodução/Pexels

Todavia, 469 espécies apresentaram uma forte correlação com a atividade humana em sus hábitats naturais, seja pela caça, introdução de novas espécies, etc. (Crédito: Reprodução/Pexels)

Os humanos foram provavelmente os maiores responsáveis pela extinção de animais durante o Pleistoceno. Nesse sentido, uma pesquisa acaba de mostrar que as aves perderam entre 10% e 20% de todas suas espécies por causa de atividade humana.



De acordo com o artigo, publicado no periódico Journal of Biogeography, diversas espécies de aves pré-históricas acabaram extintas num período entre 50 e 20 mil anos atrás. Todavia, 469 espécies apresentaram uma forte correlação com a atividade humana em sus hábitats naturais, seja pela caça, introdução de novas espécies, etc.

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Para compor a pesquisa, os autores analisaram diversos outros estudos anteriores – uma meta-análise – para estimar os hábitats, tamanho e habilidade de voo de cada espécie. Quando estes dados não estavam presentes em uma determinada pesquisa, os autores usaram ferramentas estatísticas com o auxílio de uma inteligência artificial para estimar os dados.

Na maioria dos casos, a extinção de espécies nativas aconteceu apenas algumas centenas de anos após a chegada de populações humanas ao hábitat dos animais. Ademais, muitos registros fósseis de aves provém de assentamentos humanos antigos, provavelmente restos de caça descartados.



Além do número impressionante de espécies de aves mortas por seres humanos, os pesquisadores observaram três características principais nestas espécies.

A primeira delas é que 90% destes animais viviam em ilhas. Assim, em poucos anos após a chegada de grupos de Homo sapiens, estas espécies acabaram completamente extintas. Em segundo lugar, a grade maioria destes animais eram de grande porte, como as moas (grandes aves endêmicas da Nova Zelândia que tiveram 11 espécies extintas por humanos). Por fim, a grande maioria das espécies de aves extintas eram aves não voadoras.

Esse último dado é especialmente relevante porque existem pouco mais de 50 espécies de aves não voadoras vivas hoje, como pinguins, galinhas e avestruzes. Contudo, a pesquisa mostra que nossa espécie foi responsável pela extinção de pelo menos 116 espécies do tipo no passado.

Espécies não voadoras, por conseguinte, eram especialmente susceptíveis à caça humana, diferente de seus parentes voadores, pela maior facilidade de caça destes animais. Além do mais, a introdução de invasores como ratos, gatos, cães e porcos – acompanhados da invasão humana – também foi um dos possíveis principais fatores de tamanho estrago ao grupo das aves.

Os autores ainda ressaltam que as aves ainda estão passando pelo processo de extinção que começou a 50 mil anos, ainda ameaçadas pelos Homo sapiens. Todavia, a maior causa de extinção de aves (e também de outros animais) hoje é a destruição de hábitats naturais, como florestas tropicais.


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