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Eleições no Brasil serão livres e justas apesar de falas de Bolsonaro, diz indicada para embaixada dos EUA

Eleições no Brasil serão livres e justas apesar de falas de Bolsonaro, diz indicada para embaixada dos EUA

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BRASÍLIA (Reuters) – A expectativa é que o Brasil tenha eleições livres e justas em outubro apesar das falas do presidente Jair Bolsonaro, afirmou nesta quarta-feira Elizabeth Frawley Bagley, indicada pelo governo do presidente Joe Biden para ser embaixadora dos Estados Unidos no país em sabatina no Senado norte-americana, destacando a “base institucional” brasileira.

A diplomata disse monitorar há 30 anos processos eleitorais e afirmou estar ciente de que não será fácil o pleito no Brasil, mas defendeu o bom funcionamento das instituições democráticas do país.



“O Brasil é uma democracia, tem instituições democráticas, sistema eleitoral democrático, tem Judiciário e Legislativo independentes, tem liberdade de expressão e de reunião. Eles têm todas as instituições democráticas de que precisam para ter uma eleição livre e justa”, disse.

“Sei que não será um momento fácil por causa de muitos dos comentários dele (Bolsonaro). Apesar de todos esses comentários, há uma verdadeira base institucional, e penso que o que vamos continuar a fazer é mostrar a nossa confiança e a nossa expectativa de que terão eleições livres e justas. Estamos fazendo isso em todos os níveis”, acrescentou.

A relação de Biden com Bolsonaro –representantes das duas maiores democracias do continente americano– tem sido distante desde que o democrata tomou posse como presidente. Biden e representantes do governo dos EUA já fizeram críticas à gestão de questões ambientais no Brasil.

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No início de maio, a Reuters revelou que o diretor da Agência Central de Inteligência dos Estados Unidos (CIA) disse a autoridades de alto escalão do Brasil no ano passado que Bolsonaro deveria parar de questionar o sistema eleitoral do país antes do pleito de outubro.

A embaixada norte-americana em Brasília está vaga desde meados de 2021, após a aposentadoria do embaixador Todd Chapman, e tem sido tocada interinamente por Douglas Koneff.


(Reportagem de Ricardo Brito e Carolina Pulice)

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