Giro

Eleição presidencial na Guiné abre delicado ciclo eleitoral na África Ocidental

Eleição presidencial na Guiné abre delicado ciclo eleitoral na África Ocidental

Guineanos fazem fila para votar em Conacri para eleger um novo presidente, em 18 de outubro de 2020 - AFP

Cerca de 5,5 milhões de guineanos começaram a votar, neste domingo (18), para escolher seu próximo presidente – a primeira de uma série de eleições na África Ocidental que os defensores da democracia acompanham com preocupação.

No colégio eleitoral Federico Mayor de Kalum, bairro de Conacri onde se concentram os centros de decisão guineanos, a votação começou meia hora antes do previsto.

Em princípio, os centros de votação devem permanecer abertos até as 18h locais (15h em Brasília).

Esta eleição, a primeira de uma série de cinco disputas presidenciais em países da África Ocidental antes do fim do ano, acontece em um clima de tensão que suscita temores de confrontos, em especial com o anúncio dos resultados.

Vários momentos de antagonismo político já levaram a derramamento de sangue na Guiné.

Doze candidatos e candidatas disputam a Presidência deste país de cerca de 12 milhões de habitantes, um dos mais pobres do mundo, apesar de seus imensos recursos naturais.

O resultado deve ser disputado entre o atual presidente Alpha Condé, de 82 anos, que disputa um terceiro mandato, e seu tradicional oponente, Cellou Dalein Diallo, de 68 anos.

Os dois se enfrentaram em 2010, nas primeiras eleições consideradas democráticas após décadas de regimes autoritários, e depois em 2015. Condé venceu as duas vezes.

Quarto presidente da Guiné independente (além dos dois presidentes interinos), Alpha Condé afirma ter endireitado um país que encontrou em ruínas e avançado nos direitos humanos. Entre suas promessas, está a de fazer do país “a segunda potência [econômica] africana depois da Nigéria”.

Diallo, por sua vez, propõe-se a “virar a página do pesadelo de dez anos de mentiras”, criticando a repressão policial, a corrupção, o desemprego entre os jovens e a pobreza. Ele defende que o presidente em final de mandato não pode continuar a governar, devido à sua idade.

Durante meses, a oposição se mobilizou contra a perspectiva de um terceiro mandato de Condé. O protesto foi duramente reprimido, e dezenas de civis foram mortos.

O número de mandatos presidenciais está limitado a dois, mas, para Condé, a Constituição que ele conseguiu fazer adotar em março zerou o contador.

Depois da Guiné, haverá eleições na Costa do Marfim, Burkina Faso, Gana e Níger.

Veja também

+ Grave acidente do “Cake Boss” é tema de reportagem especial

+ Ivete Sangalo salva menino de afogamento: “Foi tudo muito rápido”

+ Bandidos armados assaltam restaurante na zona norte do RJ
+ Mulher é empurrada para fora de ônibus após cuspir em homem
+ Caixa substitui pausa no financiamento imobiliário por redução de até 50% na parcela
+ Teve o auxílio emergencial negado? Siga 3 passos para contestar no Dataprev
+ iPhone 12: Apple anuncia quatro modelos com preço a partir de US$ 699 nos EUA
+ Veja mudanças após decisão do STF sobre IPVA
+ T-Cross ganha nova versão PCD; veja preço e fotos
+MasterChef: competidora lava louça durante prova do 12º episódio’
+As 10 picapes diesel mais econômicas do Brasil
+ Cozinheira desiste do Top Chef no 3º episódio e choca jurados
+ Governo estuda estender socorro até o fim de 2020
+ Pragas, pestes, epidemias e pandemias na arte contemporânea
+ Tubarão-martelo morde foil de Michel Bourez no Tahiti. VÍDEO

+ Arrotar muito pode ser algum problema de saúde?