Agronegócio

El Salvador combate praga de gafanhotos que ameaça a agricultura na América Central

Crédito: AFP

Em fase de ninfa, o gafanhoto Schistorcerca piceifrons piceifrons Walker é fotografado em uma planta antes do início de uma operação de erradicação de um surto detectado em Havillal, San Miguel, El Salvador, em 21 de julho de 2020. - AFP (Crédito: AFP)

Com drones e equipamentos de controle manual, autoridades de El Salvador tentavam conter gafanhotos em El Havillal, a cerca de 160 km a leste da capital.

“Houve uma praga de ‘Schistocerca piceifrons piciefrons’ e temos que detê-los antes que proliferem”, disse Jorge Díaz, agrônomo que lidera a luta contra os insetos que ameaçam a agricultura da América Central.

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A ação foi ordenada após um alerta da Organização Regional Internacional de Saúde Agrícola (OIRSA).

A praga afeta principalmente 17 hectares da região e se encontra em estado de “ninfa”, fase inicial que facilita o controle do inseto, pois tem menos mobilidade e não pode voar.

Os gafanhotos atacam lavouras de grãos e cerca de 400 espécies de plantas.

“Estamos preocupados, se essa praga não for eliminada perderemos os cultivos”, declarou à AFP José Portillo, um agricultor de 37 anos.

O presidente de El Salvador, Nayib Bukele, ordenou no sábado que a Força Aérea alistasse aviões e helicópteros para combater a praga, se necessário.

Com a fumigação “o que estamos evitando é que os gafanhotos se juntem e formem uma nuvem (grupo de milhões)”, destaca Díaz.

A nuvem de insetos herbívoros têm capacidade para migrar mais de 150 quilômetros por dia.

El Salvador também desenvolve o controle biológico com base em um fungo que “adoece os gafanhotos”, explicou Medardo Lizano, funcionário do Ministério de Agricultura.

Episódios na América Central

As autoridades da OIRSA detectou pragas na península mexicana de Yucatán, Belize e Guatemala.

A praga “está em uma fase controlável, mas sem medidas imediatas pode se tornar uma ameaça maior”, disse Rosa Amelia Martínez, funcionária da organização.

Sua proliferação, segundo a especialista, deve-se às “condições climáticas favoráveis” após as tempestades tropicais Amanda e Cristóbal entre maio e junho.

A América Central, com cerca de 50 milhões de habitantes em 520.000 km2, sofreu sérios danos econômicos durante séculos devido a invasões de gafanhotos, lembrou o órgão regional.

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