E o coravin chega oficialmente ao Brasil

O apetrecho permite tirar pequenas doses de vinho da garrafa sem sacar a rolha

E o coravin chega oficialmente ao Brasil

O coravin (pronuncia-se coravin mesmo, sem o sotaque francês do “vin”) é uma coqueluche entre os aficionados por vinhos. O apetrecho permite tirar pequenas doses de vinho da garrafa sem sacar a rolha. Isso só é possível porque enquanto o líquido sai por uma agulha, o gás argônio é injetado na garrafa. E como as rolhas de cortiça são muito maleáveis, elas se fecham segundos depois que a agulha é retirada. Inerte, o gás permite que o que restou do vinho na garrafa continue evoluindo, sem oxidar ou estragar por um bom período de tempo (o tempo exato depende de cada vinho, mas degustações comprovam até três meses, pelo menos).

Lançado em 2013 e com uma linha de acessórios e modelos crescente, o equipamento já era conhecido e até trazido para o Brasil de maneira mais informal. Alguns consumidores se aventuravam a trazer na própria bagagem, com o risco de as capsulas de gás serem retiradas da mala (não é permitido, por lei, embarcar com qualquer gás comprimido na bagagem). A novidade é que depois de muito insistência junto aos fabricantes, o empresário Ferran Caralt conseguiu a representação exclusiva para o mercado brasileiro. No início das conversas, que duraram longos quatro anos, os fabricantes americanos nem queriam vender para o mercado brasileiro – o produto, atualmente, é disponível em 17 mercados, como Japão, Inglaterra e Austrália. “Foi preciso tirar até atestados da Anvisa e do Ibama, porque o argônio é usado em algumas cirurgias e também no tratamento de madeiras antigas”, conta o persistente Caralt.

Neste inicio de atividades, a Coravin do Brasil trabalha com três modelos de coravin, com preços a partir de R$ 1.799. As cápsulas, que duram, em média, 20 vezes, também estão disponíveis para pronta entrega, por preços a partir de R$ 60. Animado, Caralt está importando também os demais apetrechos do coravin, como agulhas, e há diversas delas. “Há agulhas mais finas, indicadas para vinhos antigos”, explica ele. Há também um aerador, que faz às vezes de decanter, e até uma rolha especial que permite utilizar o coravin em garrafas com fecho de screw cap. Mas aqui, é preciso tirar o tampo inicial da garrafa e substituir pelo novo fecho. E abrir a garrafa, mesmo que por segundos, contraria o princípio de tirar o vinho sem permitir a entrada de oxigênio na garrafa.

Veja também

+ T-Cross ganha nova versão PCD; veja preço e fotos

+Conheça os 42 anos de história da picape Mitsubishi L200

+ Remédio barato acelera recuperação de pacientes com covid-19

+As 10 picapes diesel mais econômicas do Brasil

+ Avaliação: Chevrolet S10 2021 evoluiu mais do que parece

+ Grosseria de jurados do MasterChef Brasil é alvo de críticas

+ Cozinheira desiste do Top Chef no 3º episódio e choca jurados

+ Governo estuda estender socorro até o fim de 2020

+ Pragas, pestes, epidemias e pandemias na arte contemporânea

+ Tubarão-martelo morde foil de Michel Bourez no Tahiti. VÍDEO

+ Arrotar muito pode ser algum problema de saúde?


Mais posts

Feira Naturebas reúne vinhos orgânicos, biodinâmicos e naturais em SP

A feira de vinhos orgânicos, biodinâmicos e naturais traz a sustentabilidade emtodas as suas etapas. Evento inicia neste fim de semana [...]

Por que o vinho entrou na pauta econômica?

Além das discussões sobre a substituição tributária, a bebida é tema do acordo bilateral entre Mercosul e União Europeia

Um vinho brasileiro natural em Nova York

Luiz Henrique Zanini apresenta o seu vinho “laranja” Era dos Ventos Peverella

Uma semana para provar vinhos

A Pró-Vinho promove a primeira edição da Semana do Vinho, quando haverá diversas promoções da bebida em todo o Brasil

A importância crescente do enoturismo

A francesa Alice Tourbier, do Les Sources de Caudalie, é o principal destaque do Invino Wine Travel Summit, que acontece nesta [...]
Ver mais

Copyright © 2020 - Editora Três
Todos os direitos reservados.

Nota de esclarecimento A Três Comércio de Publicaçõs Ltda. (EDITORA TRÊS) vem informar aos seus consumidores que não realiza cobranças por telefone e que também não oferece cancelamento do contrato de assinatura de revistas mediante o pagamento de qualquer valor. Tampouco autoriza terceiros a fazê-lo. A Editora Três é vítima e não se responsabiliza por tais mensagens e cobranças, informando aos seus clientes que todas as medidas cabíveis foram tomadas, inclusive criminais, para apuração das responsabilidades.