Edição nº 1104 18.01 Ver ediçõs anteriores

E o coravin chega oficialmente ao Brasil

O apetrecho permite tirar pequenas doses de vinho da garrafa sem sacar a rolha

E o coravin chega oficialmente ao Brasil

O coravin (pronuncia-se coravin mesmo, sem o sotaque francês do “vin”) é uma coqueluche entre os aficionados por vinhos. O apetrecho permite tirar pequenas doses de vinho da garrafa sem sacar a rolha. Isso só é possível porque enquanto o líquido sai por uma agulha, o gás argônio é injetado na garrafa. E como as rolhas de cortiça são muito maleáveis, elas se fecham segundos depois que a agulha é retirada. Inerte, o gás permite que o que restou do vinho na garrafa continue evoluindo, sem oxidar ou estragar por um bom período de tempo (o tempo exato depende de cada vinho, mas degustações comprovam até três meses, pelo menos).

Lançado em 2013 e com uma linha de acessórios e modelos crescente, o equipamento já era conhecido e até trazido para o Brasil de maneira mais informal. Alguns consumidores se aventuravam a trazer na própria bagagem, com o risco de as capsulas de gás serem retiradas da mala (não é permitido, por lei, embarcar com qualquer gás comprimido na bagagem). A novidade é que depois de muito insistência junto aos fabricantes, o empresário Ferran Caralt conseguiu a representação exclusiva para o mercado brasileiro. No início das conversas, que duraram longos quatro anos, os fabricantes americanos nem queriam vender para o mercado brasileiro – o produto, atualmente, é disponível em 17 mercados, como Japão, Inglaterra e Austrália. “Foi preciso tirar até atestados da Anvisa e do Ibama, porque o argônio é usado em algumas cirurgias e também no tratamento de madeiras antigas”, conta o persistente Caralt.

Neste inicio de atividades, a Coravin do Brasil trabalha com três modelos de coravin, com preços a partir de R$ 1.799. As cápsulas, que duram, em média, 20 vezes, também estão disponíveis para pronta entrega, por preços a partir de R$ 60. Animado, Caralt está importando também os demais apetrechos do coravin, como agulhas, e há diversas delas. “Há agulhas mais finas, indicadas para vinhos antigos”, explica ele. Há também um aerador, que faz às vezes de decanter, e até uma rolha especial que permite utilizar o coravin em garrafas com fecho de screw cap. Mas aqui, é preciso tirar o tampo inicial da garrafa e substituir pelo novo fecho. E abrir a garrafa, mesmo que por segundos, contraria o princípio de tirar o vinho sem permitir a entrada de oxigênio na garrafa.


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