Negócios

Lojas virtuais perdem pelo menos R$ 23,9 milhões durante a Black Friday

Dos 65 endereços monitorados, 70,8% deles ficaram, juntos, 15 horas e 56 minutos fora do ar, resultando em perda de faturamento de pelo menos R$ 23,9 milhões durante o evento

Lojas virtuais perdem pelo menos R$ 23,9 milhões durante a Black Friday

A Black Friday de 2018 foi um sucesso, especialmente no Brasil, onde a data transformou o varejo brasileiro. Lojas físicas e virtuais tiveram resultados surpreendentes, porém, este segundo grupo poderia ter ido ainda melhor, não fossem problemas técnicos inerentes a esta modalidade de comércio. Segundo estudo da Sofist, empresa que monitora tráfego virtual e especialista em prevenção de problemas digitais, os e-commerces brasileiros perderam o equivalente a R$ 23,9 milhões em vendas por falhas técnicas.

O estudo monitorou 65 ambientes de vendas virtuais durante a Black Friday e Cyber Monday e seus períodos fora do ar e tempo de carregamentos das páginas, principais “culpados” pelos prejuízos na data. Apesar das oportunidades perdidas, as perdas deste ano foram menores que a do em 2017 (primeiro ano em que houve este tipo de monitoramento), quando instabilidades fizeram com que R$ 58,2 milhões fossem perdidos em vendas.

Além disso, o carregamento médio dos sites ficou 54,5% mais rápido, apesar das quedas aumentarem em 8,7%; Dos 65 endereços monitorados, 70,8% deles ficaram, juntos, 15 horas e 56 minutos fora do ar, resultando em perda de faturamento de pelo menos R$ 23,9 milhões durante o evento. O cálculo de perda de vendas por conta da instabilidade é feito através de uma métrica do Google  que diz que a cada hora que um e-commerce fica fora do ar na Black Friday, R$ 1,5 milhão é perdido.

Outro ponto que afetou o tráfego nos sites foram os plugins, que em 2017 já causaram problema e que continuaram a afetar a audiência dos endereços Neste ano, o estudo mostrou que 49,2% dos sites monitorados apresentaram problemas com os ferramentas de terceiros. A análise detalhada mostra que os plugins específicos que causaram os problemas de 2017 não afetaram as lojas em 2018, o que é um fato positivo. Por outro lado, os novos a entrar na lista nesse ano foram principalmente aqueles que prometem aumento de conversão, ajuda na automatização de marketing e coleta de estatísticas das interações dos usuários com a marca nas redes sociais.