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“É brilhante a percepção do Banco Central de que, para além de ter cinco bancos sólidos, é preciso ter uma sociedade bancarizada”, diz o CEO do Banco Inter

“É brilhante a percepção do Banco Central de que, para além de ter cinco bancos sólidos, é preciso ter uma sociedade bancarizada”, diz o CEO do Banco Inter

No programa MOEDA FORTE desta semana, Carlos Sambrana, diretor de redação da ISTOÉ DINHEIRO, recebe João Vitor Menin, CEO do Banco Inter. O executivo conta como um banco tradicional virou fintech e se transformou na primeira instituição financeira digital a abrir capital na Bolsa, em maio deste ano. O banco captou mais de R$ 720 milhões e tem usado parte desse dinheiro para ganhar mercado. Nesta entrevista, o CEO do Banco Inter, que teve de lidar com a notícia de vazamento de dados dos clientes após o IPO, fala também sobre os desafios futuros.

Neste quinto bloco (acima), ele fala sobre concentração bancária. De acordo com Menin, bancarizar a sociedade é importante para o País e para os órgãos reguladores. “Se você não tem uma sociedade bancarizada, não há política monetária efetiva, não tem controle da taxa de juros, não tem eficácia de política monetária”, diz. O executivo comenta que ainda que todas as fintechs têm recebido suporte do órgão regulador. “Isso é uma das principais ferramentas para quebrarmos essa concentração bancária”, afirma.

BLOCO 4

O executivo fala sobre segurança digital e startups. De acordo com o executivo, o Banco Inter não sofreu um ataque hacker. “O que aconteceu foi uma quebra de sigilo ético de uma pessoa ligada a instituição que tinha acesso a uma parcela dos dados”, diz. Segundo Menin, ninguém teve a conta invadida ou perdeu dinheiro. O CEO do Banco Inter destaca ainda a criação do Órbi, espaço de coworking organizado em parceria com a MRV e a Localiza. “Criamos um ambiente propício para que startups e empresas inovadoras possam colocar em prática suas iniciativas”, afirma.

BLOCO 3

O executivo fala sobre a abertura de capital. “Resolvemos fazer o IPO depois de analisar o que aconteceu com a MRV em 2016 com o boom do mercado de crédito imobiliário”, diz. De acordo com Menin, o investidor local está ciente da realidade brasileira e apostou na tese da empresa de gerar negócios para o País. “O padrão do mercado é ter um número majoritário de investidores estrangeiros, mas no caso do Inter foi o contrário, com 60% de investidores nacionais”, afirma. O executivo também fala sobre novas aquisições. “Acreditamos que algumas empresas específicas podem ser complementares ao nosso negócio como meios de pagamentos e investimentos”, avalia.

BLOCO 2

O executivo fala sobre a transformação digital do banco. De acordo com Menin, o projeto do Banco Inter é uma fusão entre o mundo dos bancos tradicionais e das fintechs. “Percebemos que para ter um modelo perene e de longo prazo precisávamos nos transformar em um banco de varejo”, afirma. O executivo destaca ainda o perfil dos clientes da companhia. “No começo nossos clientes eram da geração dos Millennials. Agora, estamos atingindo um público mais velho também”, afirma.

BLOCO 1

Menin conta que, do ponto de vista operacional, o Banco Inter e a MRV são totalmente separados. “Como são duas companhias abertas precisa ter essa segregação operacional. A sinergia é intelectual”, afirma. Ao comentar o modelo de negócio da fintech, o executivo explica que os brasileiros estavam ávidos por uma nova experiência bancária. “O segredo do nosso sucesso é um tripé bem definido: facilidade, gratuidade e plataforma completa de serviços”, diz.