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É a vez do ouro na bolsa

Pela primeira vez, banco vai distribuir um fundo de ações, gerido pela Mauá Capital

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Fernando Fridman: expectativa de captar R$ 350 milhões com novo produto (Crédito: Divulgação)

Criado há 40 anos como uma fundição de ouro, o banco Ourinvest rendeu-se ao discreto brilho da renda variável. Tendo completado sua quarta década neste mês, a instituição conquistou clientes de perfil conservador, que gostam de investimentos sem muita volatilidade e estabilidade no retorno. No entanto, a queda dos juros elevou a demanda por produtos mais rentáveis. De olho nesse movimento, o banco vai distribuir seu primeiro fundo de ações. A meta é captar R$ 350 milhões, diz Fernando Fridman, responsável pela área de produtos da Ourinvest. “Um dos nossos diretores já tinha proximidade com um executivo da Mauá, e, por conta disso, começaram as conversas”, diz ele. Fridman não descarta a hipótese de que novos fundos de ações passem a ser distribuídos pelo banco.

O fundo, exclusivo para os clientes, será gerido pela Mauá Capital, empresa de administração de recursos de Luiz Fernando Figueiredo, ex-diretor de política monetária do Banco Central (BC). A estratégia é investir em ações de empresas grandes, como Magazine Luiza, Rumo, IRB, Petrobras e Vale. “Em nosso radar estão companhias com boa geração de caixa, baixo endividamento e preço razoável, além de alta liquidez”, diz Renato Ometto, sócio da Mauá.
A custódia e administração do produto ficam a cargo do BTG Pactual.

Ometto avalia que o cenário para a Bolsa não será tranquilo, pois existem desafios importantes a ser enfrentados no front econômico e político. “Ainda assim, se as coisas caminharem mais ou menos nos conformes, acreditamos que a bolsa pode subir até 40% nos próximos 24 meses”, diz ele. O gestor trabalha com um cenário base no qual a aprovação da reforma da previdência deve acontecer no segundo semestre deste ano.