Agronegócio

Duas novas nuvens de gafanhotos foram identificadas na Argentina, diz Senasa

Crédito: Reprodução/Twitter Senasa

Técnico do Senasa observa gafanhotos em árvore na Argentina, mês passado (Crédito: Reprodução/Twitter Senasa)

São Paulo, 5 – Duas novas nuvens de gafanhotos foram identificadas na Argentina, informa o Serviço Nacional de Sanidade e Qualidade Agroalimentar do país (Senasa). Segundo o chefe do Programa Nacional de Gafanhotos e Ticuras da Argentina, Hector Emílio Medina, entre as nuvens ativas, duas estão na província de Santiago Del Estero, uma na província do Chaco (em Taco Pozo) e duas na província de Salta (uma delas entrou na terça ao país, vinda do Paraguai).

Os dois novos aglomerados estão na região norte do país, na província de Santiago del Estero – na fronteira com Paraguai e Bolívia – e se movem em sentido sul para oeste. Técnicos da entidade ainda não mensuraram o tamanho da área que os insetos ocupam e seguem no monitoramento da nuvem nesta terça-feira. Uma delas já percorreu 247 quilômetros do último sábado (1º) até as 14h de segunda-feira (3).

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A migração dos gafanhotos está sendo favorecida pelo tempo quente e seco da região e ventos norte. Apesar da movimentação mais rápida dos insetos, fiscais estaduais agropecuários avaliam que mesmo em um cenário “perfeito” de condições climáticas para o deslocamento, não há possibilidade de esses insetos entrarem no território brasileiro nesta semana.



Também no norte da Argentina, permanece a terceira nuvem de gafanhotos que foi detectada, mais a leste, próximo à divisa de Formosa com a província de Chaco, na cidade de Las Lomitas. A entidade informou que os técnicos seguem rastreando os insetos na região, mas que não se sabe a localização exata, uma vez que a área é de difícil acesso. “A localização estimada nesta quinta-feira era em uma zona ao sul da cidade de Las Lomitas – junto ao rio, mas agora no lado de Formosa”, disse em comunicado.

A segunda nuvem de insetos, que entrou no país, se moveu da província de Formosa para Salta, a oeste, em Ingeniero Juárez. Sobre esse aglomerado, o Senasa já realizou duas pulverizações de inseticidas, mas o resultado das aplicações ainda não foi divulgado.

Esses quatro aglomerados estão mais de 500 quilômetros distantes da fronteira com o Brasil. Quanto à nuvem que estava mais próxima do País, presente na Argentina desde maio, e que já foi 90% eliminada, os insetos remanescentes permanecem estacionados em Federación, na província de Entre Rios – divisa com o Uruguai e a 100 quilômetros da cidade gaúcha de Barra do Quaraí (RS).

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