Ciência

Doses de reforço podem reduzir internações por Covid-19 na Europa em até 800 mil, diz UE

Crédito: REUTERS/Arnd Wiegmann

Seringas com doses de vacinas contra Covid-19 em centro de vacinação na Basileia, na Suíça (Crédito: REUTERS/Arnd Wiegmann)



BRUXELAS (Reuters) – Doses de reforço de uma vacina contra a Covid-19 poderiam reduzir as futuras internações causadas pela doença na Europa em pelo menos meio milhão, disse na quinta-feira a agência de saúde pública da União Europeia, mesmo com a disseminação da variante Ômicron do coronavírus a um ritmo sem precedentes.

“A atual adoção de uma dose de reforço alcançada no início de janeiro pode reduzir as futuras hospitalizações pela Ômicron em entre 500.000 e 800.000” na Europa, disse o Centro Europeu de Prevenção e Controle de Doenças (ECDC).

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Os números abrangem os 27 países que compõem a UE mais Noruega, Islândia e Liechtenstein.




Atualmente, cerca de 70% da população da UE de 450 milhões de pessoas foi totalmente vacinada e metade recebeu uma dose de reforço.

“A ampliação do programa de reforço a todos os indivíduos anteriormente vacinados poderia reduzir as admissões em mais entre 300.000 e 500.000”, disse o ECDC.

Embora os casos da variante Ômicron na Europa estejam aumentando a uma velocidade sem precedentes, com taxas de infecção três vezes mais altas que no pico mais alto até agora, muitos países podem já estar em um ponto de inflexão, disse a UE.


“Enquanto em alguns Estados-membros, o pico da infecção parece ter sido atingido recentemente, a pandemia ainda não terminou”, acrescentou a comissária de Saúde da UE, Stella Kyriakides.

(Reportagem de Francesco Guarascio)

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