O prefeito de São Paulo, João Doria (PSDB), vai exibir propaganda de sua gestão na capital em salas de cinema em pleno ano eleitoral. A Prefeitura paulistana publicou na edição desta quinta-feira, 1, do Diário Oficial que recebeu da empresa Cinemark, a maior rede de cinemas do País, a proposta de doação de propaganda grátis durante o período de 72 semanas – um ano e quatro meses – em qualquer sala de cinema do Estado. As peças poderão ter até dois minutos de duração.

Segundo o edital de chamamento divulgado pela Prefeitura, a proposta de veicular anúncios institucionais em cinemas de outras cidades paulistas é de interesse da gestão Doria, que abriu prazo de três dias úteis para que outras empresas possam apresentar propostas mais vantajosas para a cidade, como determina a lei.

Após ser questionada pela reportagem sobre a propaganda da gestão tucana fora da capital, a assessoria de Doria afirmou que o edital de chamamento publicado nesta quinta foi “apoiado equivocadamente na oferta de veiculação das campanhas em todo o Estado” feita pelo Cinemark à Prefeitura. Mas um novo edital restringindo a propaganda em salas de cinema da capital será publicado nesta sexta-feira, 2.

Ainda segundo a gestão Doria, foi a empresa Cinemark que procurou a Prefeitura de São Paulo, interessada em doar espaço para a veiculação de campanhas de interessa público do município em sessões de cinema. De acordo com as informações do Diário Oficial, não é possível saber qual o valor da propaganda oferecida pelo Cinemark. O público, no entanto, é considerado qualificado e diversificado. De acordo com o tipo de filme e classificação etária, também é possível alcançar um público específico.

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A doação, em ano eleitoral, não está vinculada a nenhuma ação específica do município, deixando o conteúdo para escolha do tucano, apontado como um dos possíveis candidatos à sucessão de Geraldo Alckmin (PSDB) ao Palácio dos Bandeirantes.

No ano passado, Doria ganhou do amigo e empresário Sidney Oliveira, dono da rede de farmácias Ultrafarma, propaganda do programa Cidade Linda em seis jogos da Seleção Brasileira, inclusive no exterior, pelo valor de R$ 640 mil, conforme consta também da ação movida pelo Ministério Público contra o Cidade Linda. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.