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Dono do Itaú, Alfredo Setubal defende reformas, juros altos e Doria em 2022

Crédito: Reprodução/Facebook

Alfredo Setúbal defende uma terceira via para as eleições de 2022 e cita apoio ao governador João Doria (Crédito: Reprodução/Facebook)

Presidente da Itaúsa, holding que investe no banco Itaú e tem participações em empresas como a Alpargatas e Dexco, Alfredo Setubal criticou o sistema de presidencialismo, defendeu o aumento de juros promovido pelo Banco Central para enfrentar a inflação e diz apoiar o governador João Doria (PSDB) nas eleições de 2022. Em rara entrevista ao jornal O Globo, Setubal ainda defende a aprovação das reformas administativas e fiscais, em discussão no Congresso.

“Havia uma grande expectativa com a eleição e a nomeação do Paulo Guedes. Esperava-se mais? Sim. Mas tem coisas que andaram. A reforma da Previdência andou, a tributária e administrativa estão no Congresso. São reformas ideais? Não. Mas, no Brasil, ótimo é inimigo do bom”, disse Setubal.

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Um dos donos do Itaú, Setubal, com fortuna avaliada pela Forbes em R$ 1,23 bilhão, acredita que a atual inflação não seja gerada pela demanda, mas defende o aumento progressivo da taxa básica de juros, a Selic, atualmente em 6,25% ao ano. “Houve um erro de leitura ao colocar os juros a 2%. Agora, os juros reais ainda são negativos. Temos juros de 6% e inflação de 10%. Em tese, tinha que subir mais rápido”.



Setubal diz não acreditar nem um golpe de estado, ventilado por apoiadores do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), nem em um impeachment. Ele diz que o regime presidencialista puro só deu certo nos Estados Unidos, mas hesita em apoiar um sistema de parlamentarismo.

O empresário defende a chamada 3ª via e cita o nome de Doria, mas chegou a elogiar o início do governo de Luis Inácio Lula da Silva (PT). “O Lula foi um bom presidente. Seu primeiro mandato manteve a política econômica bem apertada, a inflação baixa, o Brasil cresceu. A partir dali, o fim do governo foi muito ruim. Ele gastou muito para eleger Dilma (Rousseff), o déficit fiscal foi enorme. Mas, mais que anti-LUla, empresários querem alguma coisa pró-Brasil. O Brasil precisa renovar”, finaliza.

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