Agronegócio

Dólar vira e sobe com liquidez menor em meio a incerteza político-fiscal

Crédito: REUTERS/Yuriko Nakao/File Photo

Dólar: virada no início da tarde (Crédito: REUTERS/Yuriko Nakao/File Photo)

Por José de Castro

SÃO PAULO (Reuters) – O dólar virou e passou a subir ante o real nesta segunda-feira, seguindo pressão no mercado de juros decorrente de fluxos pontuais em meio a um mercado com liquidez mais fraca.

Às 12:36, o dólar à vista avançava 0,45%, a 5,7002 reais na venda.

Mais cedo, a moeda havia caído 0,77%, para 5,631 reais. Mas as compras ganharam força no fim da manhã e rapidamente fizeram a cotação zerar as perdas, com os preços, na sequência, passando para direção de alta. O dólar, então, bateu uma máxima de 5,7037 reais, ganho de 0,51%.

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O mercado doméstico segue volátil em meio ao noticiário político. A taxa de câmbio já vem enfraquecida pela escalada do risco político-fiscal nas últimas semanas devido ao atrito sobre o Orçamento –malvisto pelo mercado– e, agora, a CPI da Covid no Senado.

A avaliação é que esses eventos distraem ainda mais o foco da equipe econômica, do governo e do Congresso da agenda de reformas, cujo cronograma é tido como apertado à medida que no segundo semestre o tema das conversas em Brasília deve se voltar para a eleição de 2022.

Para Jason Vieira, economista-chefe da Infinity Asset, a determinação de instalação da CPI da Covid-19 e as pressões do centrão em relação ao Orçamento podem se multiplicar, o que pode trazer um problema “muito grave” ao governo.

“Um problema de ter de aprovar uma peça de Orçamento que pode trazer o impeachment do presidente Bolsonaro e colocá-lo na mão do centrão mais uma vez”, disse.

No exterior, o dólar recuava 0,1% frente a uma cesta de divisas de países ricos e caía em relação à maioria das moedas emergentes.

A agenda externa é rica nesta semana de potenciais catalisadores para os mercados de câmbio, com destaque para dados de inflação nos Estados Unidos (na terça); discurso do chair do Federal Reserve, Jerome Powell (na quarta); e início da temporada de balanços corporativos trimestrais.

“Tudo na conta, parece que o mercado de câmbio está em transição. A recuperação do dólar (no exterior) está perdendo força, mas ainda é muito cedo para esperar que as demais divisas tomem uma direção”, disseram estrategistas do Société Générale em nota.

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