Agronegócio

Dólar vai abaixo de R$5,00 à espera de Fed e Copom

Crédito: REUTERS/Rick Wilking

Dólar tem alta modesta ante real à espera de Fed e Copom (Crédito: REUTERS/Rick Wilking)

Por Luana Maria Benedito

SÃO PAULO (Reuters) – O dólar passava a cair acentuadamente em relação ao real nesta quarta-feira, rompendo o patamar psicológico de 5 reais à medida que os investidores se preparavam para as conclusões das reuniões de política monetária do Federal Reserve e do Banco Central do Brasil.

Com todos os olhares voltados para os encontros das instituições, às 12:32, o dólar recuava 0,82%, a 4,9999 reais na venda. A moeda norte-americana chegou a tocar 4,9951 reais na venda na mínima do pregão.

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A última vez que o dólar fechou um pregão abaixo dos 5 reais foi em 10 de junho de 2020 (4,9398).

O dólar futuro de maior liquidez perdia 0,85%, a 5,007 reais.

O Fed e o BC encerram seus respectivos encontros de dois dias nesta quarta-feira. A expectativa é de que as autoridades do banco central norte-americano não sinalizem uma mudança imediata na política monetária, mas algumas autoridades do Fed já começaram a reconhecer que estão mais próximas de um debate sobre quando retirar parte de seu estímulo. O comunicado do Fed será divulgado junto com novas projeções econômicas às 15h (horário de Brasília).

Enquanto isso, no Brasil, o BC deve anunciar o terceiro aumento consecutivo de 0,75 ponto percentual na taxa Selic, para 4,25%. As atenções também se voltam para o comunicado, já que a autoridade monetária pode indicar um ciclo mais agressivo à frente ao abandonar seu compromisso com uma “normalização parcial” da política monetária, mostrou pesquisa da Reuters.

A perspectiva de um posicionamento mais duro da autarquia tende a favorecer a moeda doméstica, segundo especialistas.

“Aqui, temos apostas de retirada do ‘ajuste parcial’ e adoção de um tom mais agressivo do BC”, disse à Reuters Thomas Giuberti, sócio da Golden Investimentos. “Se você eleva os juros, acaba atraindo capital que saiu do Brasil e foi para outros países emergentes, como o México, por exemplo. Com o retorno desse capital, a tendência é ver uma pressão benigna para o real.”

A maior entrada de capital estrangeiro com o aumento de juros se deve principalmente a estratégias de “carry trade”, segundo analistas. Elas consistem na tomada de empréstimos em moeda de país de juro baixo (iene japonês, por exemplo) e compra de contratos futuros da divisa de juro maior (como o real). O investidor, assim, ganha com a diferença de taxas.

No exterior, o índice do dólar contra uma cesta de rivais fortes rondava a estabilidade. Moedas emergentes pares do real –como rand sul-africano e lira turca– registravam leves ganhos.

Na terça-feira, a divisa norte-americana spot fechou em queda de 0,61% contra o real, a 5,0414 reais na venda.

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