Finanças

Dólar tem maior queda semanal desde setembro de 2018 com política e exterior

Crédito: Arquivo/Agência Brasil

Nesta sexta, o dólar à vista fechou praticamente estável (-0,04%), a R$ 5,5797. O dólar para junho caia 0,34%, a R$ 5,5370 às 17h35 (Crédito: Arquivo/Agência Brasil)

O dólar fechou a semana acumulando queda de 4,44%. Foi o maior recuo desde a semana de 30 de setembro de 2018, quando caiu 4,81%. O pregão da sexta-feira foi todo marcado pela expectativa da decisão do Supremo sobre a divulgação do vídeo da reunião de Jair Bolsonaro e seus ministros em 22 de abril, que deixou o mercado cauteloso e oscilando perto da estabilidade nesta tarde. Às 17 horas, o Supremo autorizou a divulgação, mas a reação imediata no câmbio foi modesta, com as mesas ainda avaliando o conteúdo do vídeo. Nos pregões anteriores, a menor tensão política e o exterior favorável ajudaram a retirar pressão do câmbio. Com isso, o real teve o melhor desempenho semanal ante moedas emergentes.

As mesas de operação já começaram a sexta-feira na expectativa pela decisão sobre o vídeo e o volume de negócios ficou abaixo da média pela manhã. Declarações do diretor do diretor de Política Econômica do Banco Central, Fábio Kanczuk, de que a instituição está “muito bem preparado” para corrigir distorções no mercado de câmbio, principalmente pelo nível das reservas internacionais, ajudaram a retirar pressão no câmbio, ecoando o que o presidente da instituição, Roberto Campos Neto, havia dito na noite de quarta-feira. Nesta sexta, o dólar à vista fechou praticamente estável (-0,04%), a R$ 5,5797. O dólar para junho caia 0,34%, a R$ 5,5370 às 17h35.

+ Dólar sobe ante rivais, com aumento da tensão entre EUA e China sobre Hong Kong
+ Bolsas de NY fecham na maioria em alta, em sessão volátil – 

Os estrategistas em Nova York do Citi avaliam que o vídeo da reunião ministerial citada pelo ex-ministro Sergio Moro potencialmente cria elementos para um processo de impeachment de Bolsonaro, por isso a expectativa. Sobre o clima mais ameno entre Bolsonaro, o Congresso e os governadores podem não durar muito, considerando a rápida disseminação do coronavírus no País.

No exterior, o clima também foi de cautela, após a China apresentar a controversa Lei de Segurança Nacional para Hong Kong, na abertura do Congresso Nacional do Povo. Washington se posicionou contra e o dólar se fortaleceu.

“A China confrontou Trump com a decisão de Hong Kong e levou os investidores a buscarem segurança no dólar”, afirma o analista de moedas do Western Union, banco especializado em transferências internacionais, Joe Manimbo. O índice DXY, que mede o moeda americana ante divisas fortes, operou o dia todo em alta e chegou perto do nível de 100 pontos. Nos emergentes, o dólar subiu ante a maioria, com uma das poucas exceções ficando com o México, onde caiu 0,47% hoje.

Veja também

+ Eclipse solar total: saiba onde e quando poderá ser visto o fenômeno
+ Passo a passo: saiba como cadastrar e usar a CNH digital
+ Veja os carros mais vendidos em outubro
+ Grave acidente do “Cake Boss” é tema de reportagem especial
+ Ivete Sangalo salva menino de afogamento: “Foi tudo muito rápido”
+ Bandidos armados assaltam restaurante na zona norte do RJ
+ Mulher é empurrada para fora de ônibus após cuspir em homem
+ Caixa substitui pausa no financiamento imobiliário por redução de até 50% na parcela
+ Teve o auxílio emergencial negado? Siga 3 passos para contestar no Dataprev
+ iPhone 12: Apple anuncia quatro modelos com preço a partir de US$ 699 nos EUA
+ Veja mudanças após decisão do STF sobre IPVA
+ T-Cross ganha nova versão PCD; veja preço e fotos
+MasterChef: competidora lava louça durante prova do 12º episódio’
+As 10 picapes diesel mais econômicas do Brasil
+ Cozinheira desiste do Top Chef no 3º episódio e choca jurados
+ Governo estuda estender socorro até o fim de 2020
+ Pragas, pestes, epidemias e pandemias na arte contemporânea
+ Tubarão-martelo morde foil de Michel Bourez no Tahiti. VÍDEO

+ Arrotar muito pode ser algum problema de saúde?

Tópicos

Câmbio dólar moeda