Finanças

Dólar tem leve recuo ante rivais após ações do Fed, mas DXY sobe 4% na semana


O índice DXY, que mede a variação do dólar ante uma cesta de outras seis moedas fortes, registrou leve recuo nesta sexta-feira, após ações do Fed e de outros bancos centrais terem permitido uma recuperação dos mercados financeiros. Na semana, porém, o índice teve forte alta, com os investidores em busca da liquidez da divisa americana em meio à pandemia de coronavírus.

No fim da tarde em Nova York, o dólar subia a 111,24 ienes, o euro recuava a US$ 1,0665 e a libra subia a US$ 1,1578. No mesmo horário, O DXY registrava leve baixa de 0,38%, a 102,367 pontos, mas registrava ganho semanal de 4,01%.

“O rali do dólar para níveis históricos se moderou hoje, pois os mercados se confortaram com os esforços de bancos centrais para tentar amortecer o golpe econômico do coronavírus”, comenta o analista sênior de mercado Joe Manimbo, do Western Union.

Hoje, o Federal Reserve (Fed, o banco central americano) anunciou operações diárias de swap cambial com mais cinco bancos centrais e expandiu seu programa de apoio para mercados monetários estaduais e municipais nos Estados Unidos. “O Fed aumentando a liquidez e a disponibilidade de dólar para um mundo sedento por dinheiro ajudou a melhorar o sentimento”, analisa Manimbo.

“Nós não vemos uma semana tão forte para o dólar desde a crise financeira global de 2008”, destaca Kathy Lien, diretora de estratégia de câmbio da BK Asset Management. Para ela, a força do dólar deve continuar, a menos que haja uma ação coordenada de bancos centrais pelo mundo para vender a moeda americana. “Do ponto de vista da política monetária, o Fed está ficando sem opções, então não vemos grandes anúncios na próxima semana que possam ameaçar o rali do dólar”, afirma Lien.

A libra, por sua vez, se fortaleceu hoje em relação ao dólar. De acordo com Manimbo, do Western Union, depois de a moeda britânica ter se enfraquecido com o corte de juros do Banco da Inglaterra (BoE, na sigla em inglês), hoje houve espaço para certa recuperação com o BC britânico aliviando regras para bancos. “Ao tornar os empréstimos mais acessíveis, o BoE espera atrair consumidores e empresas para aumentar os gastos”, diz Manimbo.

Ante moedas emergentes e ligadas a commodities, o dólar subia a 24,3975 pesos mexicanos, após o Banco Central do México cortar sua taxa de juros em reunião extraordinária, avançava a 63,7784 pesos argentinos e a 17,5981 rands sul-africanos, no fim da tarde em Nova York.

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