Finanças

Dólar sobe ante rivais, com aumento da tensão entre EUA e China sobre Hong Kong

O dólar subiu ante outras moedas fortes nesta sexta-feira, à medida que os investidores buscam a segurança da divisa americana com o aumento da tensão entre os Estados Unidos e a China, que agora tem Hong Kong como centro do imbróglio.

No fim da tarde em Nova York, o dólar subia a 107,61 ienes, enquanto o euro recuava a US$ 1,0904 e a libra registrava baixa a US$ 1,2171. O índice DXY, que mede a variação da moeda americana ante seis rivais, registrou alta de 0,50%, a 99,863 pontos, mas recuou 0,54% na comparação semanal.

“O choque da China com o presidente Donald Trump sobre Hong Kong envia investidores à segurança do dólar”, afirma o analista de mercado Joe Manimbo, do Western Union. Hoje, o assessor econômico da Casa Branca Kevin Hassett afirmou que Washington estuda aplicar sanções a Pequim após o país asiático ter anunciado a intenção de aplicar leis de segurança nacional em Hong Kong. Para a consultoria britânica Capital Economics, o futuro do território autônomo como uma cidade global “está em dúvida”.

“O dólar está amplamente mais firme contra as principais moedas, à medida que a aversão ao risco toma conta depois que a China se moveu para reforçar o controle sobre Hong Kong”, comentam analistas do Brown Brothers Harriman (BBH). Antes, os EUA já haviam subido o tom contra o país asiático por causa da pandemia de coronavírus.

Manimbo, do Western Union, ressalta que o euro e a libra estavam sustentando altas sobre o dólar antes do recrudescimento das tensões sino-americanas. “As moedas responderam imediatamente de apetite por risco para aversão ao risco”, afirma.

No Reino Unido, as vendas no varejo sofreram uma queda histórica de 18,1% em abril, com os impactos da covid-19. Já Banco Central Europeu (BCE) divulgou hoje a ata de sua mais recente reunião de política monetária, na qual menciona a necessidade de ajustar as compras de ativos e outras ferramentas em junho.

Ante divisas emergentes e ligadas a commodities, o dólar caía a 22,7879 pesos mexicanos, no final da tarde em Nova York, mas subia a 17,6403 rands sul-africanos e a 68,2048 pesos argentinos. Na Argentina, o governo confirmou a expectativa e prorrogou a renegociação da dívida com credores privados até 2 de junho. Os detentores dos bônus, porém, pediram mais “ações” do país sul-americano.

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