Finanças

Dólar se fortalece ante rivais, com payroll apontando para recuperação nos EUA

O dólar operou em alta em relação a moedas rivais nesta sexta-feira, 5, impulsionado pelo resultado do relatório de empregos de fevereiro nos Estados Unidos, que mostrou uma recuperação do mercado de trabalho acima das expectativas de analistas. Desta forma, a moeda dos Estados Unidos estendeu os ganhos de ontem, sob apoio também de sinalizações de dirigentes do Federal Reserve (Fed, o banco central americano), que indicaram que não vão interferir na economia diante da alta nos rendimentos dos Treasuries americanos.

No fim da tarde em Nova York, o euro recuava a US$ 1,1923, e a libra caía a US$ 1,3852, ainda apresentando um movimento de reajuste após atingir em fevereiro seu maior valor ante o dólar dos últimos três anos, segundo avalia o banco ING, em relatório. A moeda americana ainda avançava a 108,31 ienes perto do fechamento dos mercados. O índice DXY, que mede a variação da divisa dos EUA em relação a outras seis moedas fortes, fechou em alta de 0,38%, aos 91,977 pontos.

Segundo o TD Securities, o payroll forte divulgado hoje limita o que foi uma semana “muito crítica” para o dólar. “Com investidores operando o dólar a descoberto em relação a moedas rivais como o euro, a divisa americana deve continuar a ser negociada na ofensiva à medida que as divergências entre os EUA e o resto do mundo emergirem”, avaliou o banco de investimentos, que espera uma cotação na casa de US$ 1,18 para o euro.

A diretora de estratégia cambial da BK Asset Management, Kathy Lien, nota, em relatório a clientes, que o rali do dólar hoje se estendeu em todo o mercado de câmbio, com as principais moedas sucumbindo diante da força da divisa americana. “Investidores já estavam apostando no dólar antes que o dado de geração de empregos saísse, e os ganhos se aceleraram à medida que a recuperação do mercado de trabalho reforçou o otimismo do presidente do Fed, Jerome Powell”, destacou Lien.

O mercado reagiu também a comentários de dirigentes da entidade monetária americana, em linha com as falas de Powell no dia ontem. O presidente da distrital de Atlanta do Fed, Rapahel Bostic, disse que a inflação americana não tem sido um motivo de estresse e que não vê razões para este cenário ser alterado. Enquanto isso, o líder da distrital de Minneapolis da instituição, Neel Kashkari, reforçou que o Fed tem ferramentas para lidar com o aumento nos preços, caso necessário. A expectativa de alta inflacionária nos EUA tem apoiado um movimento de venda dos Treasuries, o que eleva os rendimentos dos títulos.

Para o ING, o aumento “desenfreado” nos rendimentos deve continuar apoiando o dólar no curto prazo. Mas quando o movimento de vendas cessar e os retornos se estabilizarem, o banco holandês espera sessões de maior otimismo no mercado, com o dólar enfraquecido.

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