Finanças

Dólar recua reagindo a relatórios de empregos e salários dos EUA

O dólar se desvalorizou nesta sexta-feira, 7, em relação a outras moedas principais e à maioria das emergentes, reagindo à divulgação do relatório de empregos e salários dos Estados Unidos (payroll), que frustrou as expectativas do mercado.

No fim da tarde em Nova York, o dólar caía a 108,16 ienes, enquanto o euro avançava a US$ 1,1337 e a libra tinha ganho a US$ 1,2739. O índice DXY, que mede o dólar em relação a uma cesta de outras moedas principais, recuou 0,51%, para 96,544 pontos, nos menores níveis desde o fim de março.

Foram criadas 75 mil vagas de trabalho nos EUA em maio, índice inferior às projeções de analistas, cuja mediana das estimativas coletadas pelo Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado, apontava criação de 180 mil novos postos. Já o salário médio por hora subiu 3,1% na comparação anual, menos do que o esperado, que era alta de 3,2%.

Os indicadores mais fracos do que o previsto reforçaram as expectativas de cortes nas taxas de juros por parte do Federal Reserve (Fed, o banco central americano). Por volta das 17h50 (de Brasília), 85,6% dos contratos monitorados pelo CME Group apostavam em ao menos um corte na taxa básica de juros americana até a reunião de 31 de julho da autoridade monetária.

O banco holandês Rabobank acredita que o fraco desempenho do dólar neste mês sugere uma melhora no apetite a risco, comprometido com a falta de definições em relação ao futuro das tensões comerciais envolvendo os EUA. “Continuamos a esperar que o dólar perca força em 2020, mas vemos o risco de a moeda voltar a se valorizar no curto prazo.”

A decisão americana de adiar a taxação de produtos importados do México não foi suficiente para fortalecer o peso mexicano frente à divisa dos Estados Unidos: no fim da tarde, um dólar estava cotado a 19,6256 pesos mexicanos.

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