Finanças

Dólar recua ante rivais, com força da libra, e registra perdas no trimestre

O dólar recuou em relação a outras moedas fortes no pregão desta terça-feira, 30, em meio a certo otimismo no mercado com a retomada econômica, mas principalmente diante da força da libra após serem anunciados novos estímulos para combater a crise no Reino Unido. O índice DXY, que mede a variação da divisa americana ante seis rivais, acumulou uma alta no primeiro semestre do ano, que se encerra hoje, mas registrou perdas no trimestre, que terminou com a maior parte das economia em processo de reabertura após a quarentena para conter o avanço da covid-19.

No fim da tarde em Nova York, o dólar subia a 107,97 ienes, enquanto o euro recuava a US$ 1,1237, quase estável, e a libra avançava a US$ 1,2394. O índice DXY, por sua vez, operava em baixa de 0,15%, a 97,391 pontos, na mesma marcação. Nos primeiros seis meses do ano, o índice acumulou alta de 0,49%, mas registrou queda de 1,67% no trimestre de março a junho.

O primeiro-ministro do Reino Unido, Boris Johnson, informou hoje que vai apresentar um plano de investimento de 5 bilhões de libras, com o objetivo de impulsionar a economia do país. O anúncio do plano, que o premiê comparou com o New Deal, fortaleceu a moeda britânica ante o dólar.

O euro, por outro lado, recuou após a inflação anual do bloco europeu ter acelerado a 0,3% em junho. “O euro caiu no último dia do mês, pressionado pela inflação cronicamente fraca em todo o bloco”, comenta o analista de mercado Joe Manimbo, do Western Union. Hoje, a Europa anunciou uma lista de países para a reabertura de fronteiros e os EUA não foram incluídos.

Nos mercados internacionais, em geral, o dia foi de volatilidade, mas certo otimismo dos investidores com a retomada econômica reduziu a busca pela segurança do dólar, ainda que haja cautela com o aumento dos casos de covid-19 nos EUA.

O índice de confiança do consumidor dos EUA subiu de 85,9 em maio para 98,1 em junho, de acordo com o Conference Board, o que impulsionou a aposta na recuperação econômica. Para o economista-chefe do MUFG Bank Union, Chris Hupkey, no entanto, a confiança do consumidor não está retornando aos níveis pré-crise tão rapidamente quanto se esperava. “Isso significa que a recuperação da economia será adiada”, acrescenta.

Ante moedas emergentes e ligadas a commodities, o dólar ficou sem direção única. No final da tarde em Nova York, a moeda americana subia a 70,4865 pesos argentinos e a 17,3797 rands sul-africanos, mas caía a 23,0108 pesos mexicanos. Na África do Sul, o Produto Interno Bruto (PIB) sofreu contração anualizada de 2% no primeiro trimestre.

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