Finanças

Dólar perde força com PIB dos EUA e tem mínima ante real com eleição no radar

O dólar renovou mínima ante o real nesta manhã de sexta-feira, 27, pressionado pelo enfraquecimento externo da moeda americana ante euro, iene e algumas divisas emergentes, logo após a divulgação do Produto Interno Bruto (PIB) dos Estados Unidos.

O PIB americano cresceu à taxa anualizada de 4,1% na primeira leitura do segundo trimestre, abaixo da previsão de alta de 4,4% dos analistas ouvidos pelo Wall Street Journal.

O operador da corretora Fair Hideaki Iha diz que compras de mercadorias foram antecipadas nos EUA diante das incertezas sobre o impacto da guerra comercial, apoiando um PIB acima dos 4%, que já era esperado. Agora cada mercado está se ajustando a fatores locais”, avalia Iha. Segundo ele, o mercado está carente de notícias novas e lá fora há uma aparente trégua na disputa comercial.

“O PIB dos EUA veio um pouco abaixo das previsões e foi o suficiente para aparecerem vendedores, mas podemos ao longo da sessão ter uma segunda, terceira leitura e o dólar pode voltar a se valorizar por aqui”, diz Jefferson Rugik, diretor da Correparti. Ele lembra, no entanto, que a moeda americana continua em canal de baixa no gráfico e tem que superar os R$ 3,77 para mudar essa tendência.

O diretor da corretora Mirae atribui a ampliação das perdas do dólar ante o real ao resultado de uma pesquisa eleitoral mostrando crescimento para dois dígitos das intenções de voto no presidenciável Geraldo Alckmin no segundo turno, que empataria tecnicamente com Jair Bolsonaro. Na mínima, o dólar à vista caiu a R$ 3,7237 (-0,61%). Às 10h05, a moeda desacelerava para baixa de 0,45%, aos R$ 3,7292.

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