Finanças

Dólar fica quase estável ante rivais, com aumento dos casos de covid-19 no foco –

Em uma sessão volátil no mercado cambial, o índice DXY, que mede a variação do dólar ante outras seis moedas fortes, fechou perto da estabilidade, depois de ter operado boa parte do pregão em alta, diante da busca por segurança gerada pelo aumento dos casos de covid-19 nos Estados Unidos. Uma certa força do euro, que tem o maior peso no índice, acabou compensando a fraqueza de outras divisas.

No fim da tarde desta sexta-feira, 26, em Nova York, o dólar caía a 107,19 ienes, quase estável, enquanto o euro avançava a US$ 1,2229 e a libra registrava baixa a US$ 1,2344. O índice DXY fechou em leve alta de 0,004%, a 97,433 pontos, com queda semanal de 0,19%.

“O dólar está estável, enquanto os números do vírus pioram nos EUA”, afirmam analistas do Brown Brothers Harriman (BBH). Para o banco americano, porém, o dólar continua se beneficiando da aversão ao risco que acompanha o aumento das infecções por covid-19 em estados americanos, o que levou a Flórida e o Texas a aumentar as restrições de funcionamento para bares e restaurantes.

O analista de mercado Joe Manimbo, do Western Union, afirma que o fato de o dólar ter registrado queda semanal significa que as esperanças de recuperação econômica superaram “por pouco” as preocupações de que um aumento nos casos de covid-19 leve a um revés na retomada.

Na visão da Capital Economics, “boas notícias” sobre a pandemia devem diminuir a busca pelo dólar, dado que o diferencial entre as taxas de juros dos EUA e de outros países não favorece a moeda americana. O Federal Reserve (Fed, o banco central americano) já indicou que deve manter os juros na faixa próxima a zero até pelo menos 2022.

A libra se enfraqueceu hoje devido a incertezas sobre um acordo comercial pós-Brexit entre o Reino Unido e a União Europeia, segundo Joe Manimbo. O euro, por outro lado, se valorizou. A presidente do Banco Central Europeu (BCE), Christine Lagarde, afirmou que “provavelmente” a zona do euro já superou a pior fase da crise gerada pela pandemia.

Ante moedas emergentes e ligadas a commodities, o dólar se fortaleceu. No final da tarde em Nova York, a moeda americana subia a 70,2387 pesos argentinos, a 23,0223 pesos mexicanos e a 17,3065 rands sul-africanos.

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