Finanças

Dólar fecha perto da estabilidade com indefinição nos EUA e ruídos no Brasil

Crédito: Arquivo/Agência Brasil

No mercado doméstico, a cautela prevaleceu, por conta da questão fiscal e o imbróglio envolvendo a vacina para o coronavírus (Crédito: Arquivo/Agência Brasil)

O dólar caiu forte no exterior nesta quarta-feira, em novo dia de expectativa por um acordo entre democratas e republicanos para aprovação em Washington de um pacote de estímulos trilionário. Ante moedas desenvolvidas, a divisa dos Estados Unidos caiu ao menor nível desde o começo de setembro.

Nos emergentes, chegou a cair nesta quarta-feira mais de 1% na África do Sul. Mas no mercado doméstico, porém, a cautela prevaleceu, seja por conta da questão fiscal, seja com o imbróglio envolvendo a vacina para o coronavírus, que acabou gerando ruídos políticos hoje. Com isso, o dólar terminou o dia perto da estabilidade ante o real.

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No fechamento dos negócios, o dólar à vista encerrou em leve alta de 0,02%, cotado em R$ 5,6145. No mercado futuro, o dólar para novembro subia 0,13% às 17 horas, em R$ 5,6165.

O dólar teve o quarto dia seguido de queda no exterior, ressaltam os analistas do TD Bank, diante da perspectiva de um acordo fiscal em Washington. Tanto democratas como republicamos vêm dando declarações positivas nos últimos dias sobre esta possibilidade, mas até agora nada de concreto.

“Continuo otimista sobre a chance de mais estímulo fiscal”, afirmou nesta tarde a presidente da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos, Nancy Pelosi, que nesta quarta voltou a se reunir com o secretário do Tesouro, Steven Mnuchin.

“O dólar está caindo na medida em que aumentam as esperanças de um avanço nas negociações de estímulo em Washington”, ressalta o analista de mercados do Western Union, Joe Manimbo. Assim, a moeda americana caiu ante o euro e iene para o menor nível em um mês, e perante o dólar canadense no menor patamar em seis semanas. O analista observa que o endosso de Donald Trump para um pacote mais amplo serviu para reforçar as esperanças dos investidores, embora as incertezas permaneçam.

Apesar do otimismo, o economista do banco americano Goldman Sachs, Alec Phillips, vê pouca chance de um acordo antes das eleições. “Algumas das maiores questões permanecem sem resolução”, comenta em relatório a investidores. “Com grandes diferenças e pouco tempo até as eleições, parece improvável que Pelosi e Mnuchin vão alcançar um acordo.”

No Brasil, o economista da Advanced Corretora de Câmbio, Alessandro Faganello, destaca que os agentes seguem esperando como será financiado o Renda Cidadã, novo programa social do governo. “O fato é que o timing político é muito mais lento que o almejado pelo mercado, ainda mais em ano de eleição”, ressalta Faganello.

Pelo lado positivo, ele observa que o secretário do Tesouro, Bruno Funchal, ressaltou nesta quarta que a situação fiscal do Brasil tem solução, que passa pelo controle das despesas, manutenção do teto e melhora da eficiência dos gastos já existentes.

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