Finanças

Dólar fecha dia em queda mas acumula alta de 1,6% em junho

O dólar firmou queda nos negócios da tarde, após uma manhã de oscilações. Profissionais das mesas de câmbio ressaltam que, além de devolver parte da alta da sexta-feira, quando subiu 2,4%, começaram a pesar nos negócios fatores técnicos, principalmente a disputa por investidores para a definição do referencial Ptax de junho, trimestre e semestre, usado em balanços e contratos cambiais, que será conhecido nesta terça-feira, 30. Por conta desta disputa, o dólar futuro teve queda mais pronunciada que o mercado à vista, com o real tendo o melhor desempenho hoje em uma cesta de 34 moedas mais líquidas.

O dólar à vista encerrou em baixa de 0,62%, cotado em R$ 5,4265. No mercado futuro, o dólar para julho recuava 1,07%, a R$ 5,4270 às 17 horas.

+ Dólar sobe ante rivais, apesar de otimismo e com fraqueza da libra
+ Dólar fecha no maior valor em um mês em dia de tensões externas 

Além da Ptax, traders destacam que os negócios de hoje e, principalmente amanhã, vão ser marcados por ajustes técnicos e mudanças de portfólios de carteiras de fundos e outros investidores internacionais, por concentrar o final de vários períodos, de mês a semestre. Por isso, a expectativa é de volatilidade ainda mais alta.

O dólar que chegou a cair em junho mais de 5%, agora caminha para terminar o mês em alta. Até o fechamento de hoje, subia 1,64%. Assim, deve encerrar o semestre com valorização de 41,30%. Com isso, o real é em 2020 a moeda com pior performance mundial perante o dólar, considerando as 34 principais moedas.

Estrategistas de moedas do Bank of America destacam que o aumento do risco político no Brasil, investidores estão “claramente preferindo” o peso do México ao real. No ano, o dólar sobe 22% ante o peso mexicano.

Nesta segunda-feira, o dólar foi de R$ 5,47 na máxima a R$ 5,39 na mínima. “É a guerra pela formação da Ptax entre os bancos, em meio a uma pitada de correção da forte alta da sexta-feira, mas também de dados que mostraram melhora da confiança na indústria e as vendas de moradias nos EUA”, afirma o economista e operador da Advanced Corretora de Câmbio, Alessandro Faganello. Nos indicadores domésticos, o Caged mostrou corte de vagas em maio abaixo do esperado.

Nos EUA, as vendas pendentes de imóveis saltaram 44,3% em maio ante abril, enquanto Wall Street previa expansão de 15%. “É a mais recente evidência de que o setor imobiliário está totalmente no caminho da recuperação”, avaliam os economistas do banco Wells Fargo. Já o Federal Reserve (Fed, o banco central americano) anunciou que vai começar a comprar ativos privados, o que ajudou a dar fôlego adicional aos mercados, sobretudo as bolsas, ao mesmo tempo em que o crescimento de casos de coronavírus segura um pouco o otimismo.

Neste ambiente, o dólar teve comportamento misto hoje nos emergentes e ante moedas fortes, primeiro caiu, depois passou a subir. O euro teve dia de valorização, após dados mostrarem inflação mais alta que o previsto na Alemanha, sinalização de que a economia, a maior da zona do euro, pode estar se reaquecendo.

Veja também

+ Receita abre consulta a segundo lote de restituição de IR, o maior da história
+ Homem encontra chave de fenda em pacote de macarrão
+ Baleias dão show de saltos em ilhabela, veja fotos!
+ 9 alimentos que incham a barriga e você não fazia ideia
+ Modelo brasileira promete ficar nua se o Chelsea for campeão da Champions League
+ Cuide bem do seu motor, cuidando do óleo do motor
+ 12 dicas de como fazer jejum intermitente com segurança