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Dólar cai e destoa de pares emergentes, mas reduz ritmo no fim da sessão

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De acordo com especialistas em câmbio, o câmbio reage à queda dos juros dos treasuries americanos, principalmente na ponta longa de vencimento de dez anos. (Crédito: Pexels)

Descolado de seus pares emergentes, onde ainda reverbera a aversão ao risco por conta da troca abrupta do presidente do banco central turco, o real se valorizou frente ao dólar na sessão desta terça-feira e a cotação chegou a voltar ao nível de sexta-feira, quando ainda havia reflexos mais positivos sobre a decisão de arrocho monetário, levando a taxa Selic a 2,75% ao ano. No entanto, bem próximo ao fechamento, o dólar virou e passou a oscilar em terreno positivo, pontualmente, com o movimento ocorrendo em sintonia com a piora do Ibovespa e indicando uma saída de recursos, segundo Durval Corrêa, assessor financeiro da Via Brasil Serviços Empresariais. Assim, o dólar fechou em queda de 0,04%, cotado a R$ 5,5157.

O racional para o dia, entretanto, prevaleceu. De acordo com especialistas em câmbio, para além do impacto direto na moeda local pela mensagem mais dura contida na ata do Comitê de Política Monetária (Copom), o câmbio reage à queda dos juros dos treasuries americanos, principalmente na ponta longa de vencimento de dez anos.

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Para Álvaro Frasson, economista do BTG Pactual digital, o câmbio mais tranquilo é mais reflexo com os yields somando à política de leilões que o Banco Central vem fazendo. Na sessão de negócios desta terça, as taxas dos títulos de dez anos do governo americano chegaram a cair mais de 3%.

Frasson explica que esta semana dois dados do mercado imobiliário vieram muito abaixo das expectativas, como as vendas de casas novas, mostrando que a economia americana não está se recuperando tão forte como parecia nos dados de janeiro. “E isso deu força para o discurso que os integrantes do Fed vem fazendo”, notou o economista do BTG Pactual digital.

Muito embora o câmbio tenha reagido mais positivamente nesta terça, o contexto atual com a pandemia praticamente em descontrole no Brasil e os riscos fiscais – reformas por fazer, pressão por mais gastos para auxílio, e um governo federal ainda sem orçamento no ano corrente – deixam a cautela no ar, impedindo uma queda mais acentuada do dólar.

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No exterior, as principais moedas de emergentes pares do real tiverem um dia de desvalorização, com o rublo da Rússia encabeçando as perdas. Às 17h10, o dólar subia 2,10% ante o rublo, 1,69% ante o peso chileno, 1,54% ante a lira turca e 1,40% ante o peso mexicano. “Moedas que mais caem mais são de BCs mais politizados”, notou um gestor, fazendo uma comparação com o Banco Central brasileiro, que agora têm autonomia de “fato e de direto”. “Um BC autônomo deixa o risco na política monetária mais escasso”, afirmou.

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