Finanças

Dólar avança levemente ante outras divisas fortes com BCE e Brexit no radar

O dólar avançou levemente ante outras moedas principais nessa quarta-feira, 24, embora tenha recuado em relação ao iene, com o mercado especulando em relação à reunião de política monetária do Banco Central Europeu (BCE), que acontece amanhã, e às implicações sobre o Brexit após a indicação de Boris Johnson para o cargo de primeiro-ministro do Reino Unido, oficializada hoje.

Próximo ao horário de fechamento das bolsas de Nova York, o dólar recuava para 108,22 ienes. Já o euro, na mesma marcação, caía a US$ 1,1135 e a libra avançava para US$ 1,2482. O índice DXY, que mede a força da moeda americana contra uma cesta de outras seis divisas principais, subiu 0,02%, a 97,729 pontos.

Investidores esperam a reunião do BCE, marcada para amanhã, que pode sinalizar medidas acomodatícias para mais adiante na política monetária da zona do euro. Com o mercado já especulando sobre essa hipótese, o euro apresentou recuo ante o dólar, na medida em que a postura “dovish” dos bancos centrais tendem a depreciar as moedas locais.

Seguem no radar dos investidores, também, especulações em relação ao mandato de Boris Johnson, que assumiu nesta quarta-feira o cargo de primeiro-ministro do Reino Unido. A libra reagiu em alta em relação ao dólar à promessa do conservador de entregar o Brexit em 31 de outubro, com ou sem acordo com a União Europeia. Entre os ministros do novo governo já confirmados, Sajid Javid será o secretário das Finanças. A Western Union diz que a libra se recuperou após quedas recentes, mas não vê motivo para esperar muita força da moeda, em meio à incerteza com o Brexit.

Pela manhã, o dólar perdeu força em geral, após a notícia de que o governo da China teria dado aval para empresas do país comprarem soja dos EUA livres de tarifas retaliatórias.

Além disso, o secretário do Tesouro americano, Steven Mnuchin, declarou hoje que não advoga por um dólar mais fraco, apesar de ter dito que o mercado espera por cortes de juros por parte do Federal Reserve (Fed, o banco central americano), o que tende a depreciar a divisa dos EUA.

Tópicos

moedas