Finanças

Dólar avança com indicador dos EUA e postura de outros bancos centrais

Um indicador dos Estados Unidos ajudou a apoiar o dólar em geral nesta quinta-feira 25, embora a moeda americana não tenha tido sinal único. Além disso, outras divisas enfrentaram pressão de baixa, após sinais de que alguns bancos centrais devem manter uma política mais relaxada, diante do enfraquecimento econômico em várias regiões do mundo, e o peso voltou a sofrer com o quadro econômico e político delicado na Argentina.

No fim da tarde em Nova York, o dólar caía a 111,67 ienes, o euro recuava a US$ 1,1134 e a libra tinha queda a US$ 1,2892. O dólar ainda avançava a 45,0200 pesos argentinos, enquanto o índice DXY, que mede a divisa americana frente a uma cesta de moedas, teve alta de 0,03%, a 98,203 pontos, atingindo máximas desde maio de 2017.

As encomendas de bens duráveis nos EUA cresceram 2,7% em março ante fevereiro, acima da previsão de alta de 0,8% dos analistas ouvidos pelo Wall Street Journal. O novo sinal forte da economia americana saiu um dia antes da publicação da primeira leitura do Produto Interno Bruto (PIB) do primeiro trimestre, com expectativa por analistas de crescimento de 2,2%, segundo o Projeções Broadcast. A força da economia americana tende a apoiar o dólar.

Além disso, contribuiu para o movimento a postura recente de alguns bancos centrais, como os de Canadá, Suécia e Turquia, que apontam para uma política monetária menos apertada, em meio a sinais de desaceleração econômica global. No caso do euro, influenciou ainda o dado de quarta-feira de confiança das empresas da Alemanha, com a moeda comum atingindo nesta quinta mínimas em cerca de dois anos.

O peso argentino voltou a ficar bastante pressionado. O dólar segue apoiado ante a divisa do país sul-americano por causa das incertezas com o quadro econômico e financeiro, de recessão, inflação alta e um ajuste nas contas públicas que tem se prolongado, mas ainda não está concluído. Além disso, as dúvidas sobre o que ocorrerá nas eleições presidenciais mais para o fim do ano já colaboram para a aversão ao risco e para o temor de mais problemas à frente, a depender da plataforma econômica de quem venha a vencer.

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