Finanças

Dólar avança com foco em comércio EUA-China e Fed, em dia de libra volátil

O dólar se fortaleceu ante uma cesta de outras moedas principais, em dia de atenção para os desdobramentos das negociações comerciais entre Estados Unidos e China e discursos do Federal Reserve (Fed, o banco central americano). Além disso, a libra teve um dia de volatilidade, chegando a subir mais cedo, mas perdendo força em meio às notícias sobre o processo de saída do Reino Unido da União Europeia (Brexit).

No fim da tarde em Nova York, o dólar caía a 107,56 ienes, o euro recuava a US$ 1,1022 e a libra tinha baixa a US$ 1,2471. O índice DXY, que mede o dólar ante uma cesta de outras moedas fortes, subiu 0,25%, a 98,513 pontos.

Na Europa, a libra chegou a atingir máximas em mais de dois meses, reagindo a comentários do dia anterior do presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, que mostrou confiança sobre a perspectiva de um acordo no Brexit. Ainda pela manhã, porém, o vice-premiê da Irlanda, Simon Coveney, ressaltou que as partes envolvidas continuam muito afastadas e cobrou opções realistas para o status futuro da fronteira entre as Irlandas, o que pressionou a libra.

Na frente comercial, agradou aos investidores a notícia de que os EUA excluíram temporariamente 437 produtos da lista de tarifas sobre US$ 250 bilhões em importações chinesas. O presidente americano, Donald Trump, disse que há progressos no diálogo bilateral, mas também falou que deseja um acordo integral, não parcial com Pequim. Houve ainda relatos pela tarde de que uma delegação agrícola chinesa cancelou uma visita que faria a Montana, o que foi interpretado como sinal negativo para as conversas.

Além disso, o dólar se fortaleceu ante rivais durante declarações do vice-presidente do Fed, Richard Clarida. Em entrevista à rede CNBC, Clarida comentou que a inflação nos EUA começa a seguir rumo à meta de 2% e enfatizou que as decisões futuras de política monetária serão dependentes dos dados.

O dólar ainda não mostrou sinal único diante de divisas de países emergentes e commodities. Na avaliação da Oxford Economics, essas moedas emergentes podem ficar pressionadas mais adiante, já que o dólar mostra tendência de fortalecimento.

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