Finanças

Dólar avança ante rivais com investidores otimistas com negociações EUA-Chin

O dólar avançou ante rivais nesta segunda-feira. Investidores estão otimistas com as negociações entre os Estados Unidos e a China, após diferentes autoridades americanas negarem notícias que poderiam levar a novas tensões entre os dois países, às vésperas da próxima rodada de negociações, que deve acontecer em outubro. O euro fraco ajudou a dar suporte à moeda americana.

No fim da tarde em Nova York, o dólar subia a 108,10 ienes e a 0,9983 francos suíços, enquanto o euro caía a US$ 1,0903 e a libra recuava a US$ 1,2295. O índice DXY, que mede a variação do dólar ante uma cesta de outras seis rivais, teve alta de 0,27%, a 99,377 pontos.

Agentes do mercado viram com bons olhos declarações de porta-vozes do governo americano em relação à China. O diretor do Conselho Nacional de Comércio da Casa Branca, Peter Navarro, disse à emissora CNBC que relatos de que Washington considera cercear fluxos de capital ao país asiático, veiculados na sexta-feira, são imprecisos. Já a porta-voz do Tesouro do país, Monica Crowley, afirmou à Bloomberg que os EUA não pretendem limitar a negociação de ações de companhias chinesas nas bolsas de Nova York.

As falas deram alívio a investidores, dando espaço para que o dólar avançasse ante moedas consideradas mais seguras, como o iene e o franco suíço.

O euro fraco ante o dólar ajudou no suporte ao índice DXY. A moeda única enfrenta recuos em meio à perspectiva de que a economia do bloco definha. É o que diz o Western Union, em relatório divulgado a clientes, destacando “relatórios de que a Alemanha pode rebaixar suas perspectivas de crescimento para este ano” e a percepção de que “o Banco Central Europeu (BCE) pode estar com pouca munição para estancar a retração da economia”.

O dólar também avançou a 57,6398 pesos argentinos, em um dia em que o presidente do Banco Central da Argentina, Guido Sandleris, assegurou que “há dólares para chegar em 10 de dezembro”, data de mudança do mandato presidencial. Os comentários foram feitos em seminário promovido pelo jornal argentino Clarín.

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