Finanças

Dólar avança ante rivais com investidores de olho em EUA-China e Brexit

O dólar avançou ante rivais nesta segunda-feira com investidores de olho na próxima rodada de negociações comerciais entre os Estados Unidos e a China, que tem início na quinta-feira, e no impasse do Brexit, após uma corte escocesa emitir decisão favorável ao premiê britânico, Boris Johnson.

No fim da tarde em Nova York, o dólar subia a 107,30 ienes, enquanto o euro caía a US$ 1,0975 e a libra tinha queda a US$ 1,2295. O índice DXY, que mede o dólar ante uma cesta de outras seis moedas principais, subiu 0,16%, a 98,967 pontos.

No mercado cambial, prevaleceu o otimismo em relação às negociações comerciais entre EUA e China, que devem ser retomadas na quinta-feira, conforme anunciado pela Casa Branca. Com isso, o dólar avançou ante o iene, considerada uma moeda mais segura que a americana, e que costuma recuar em momentos de apetite por risco, ainda que ligeiro.

“A grande questão é se os EUA traduzirão o acordo comercial com a China em redução gradual das tarifas. Se o fizerem, a alta do dólar ante o iene pode ser durável”, diz a diretora geral de estratégias de câmbio do BK Asset Management, Kathy Lien.

Não há, contudo, consenso no mercado de que as negociações entre representantes das duas maiores economias do mundo irão se traduzir em um acordo, o que contém o otimismo.

A alta do dólar foi ajudada pela libra esterlina fraca, reagindo aos novos capítulos do impasse do Brexit. Uma corte da Escócia decidiu que o primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, não é obrigado a pedir uma extensão do prazo do Brexit caso não se chegue a um acordo com Bruxelas até 31 de outubro, data final do divórcio com a União Europeia, o que estava previsto em lei aprovada pelo Parlamento local. “Continua sendo altamente improvável que um acordo seja alcançado nas próximas duas semanas”, destacam economistas do Rabobank.

O euro também cedeu ante o dólar, na esteira de dados fracos da economia da Alemanha, a principal do bloco. O volume de novas encomendas à indústria do país recuou 0,6% em agosto em relação a julho deste ano, frustrando previsões de analistas consultados pelo Wall Street Journal, que esperavam alta de 0,2%.

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