Finanças

Dólar avança ante rivais, com euro fraco após dados econômicos do bloco europeu

O dólar avançou ante rivais nesta segunda-feira, dia de euro fraco após a divulgação de dados econômicos do bloco europeu. Os índices de gerentes de compras compostos (PMIs, na sigla em inglês) da Alemanha e da zona do euro apresentaram recuos, pressionando a cotação da moeda única.

No fim da tarde em Nova York, o dólar caía a 107,45 ienes, enquanto o euro recuava a US$ 1,1000 e a libra cedia a US$ 1,2436. O índice DXY, que mede a variação do dólar ante uma cesta de outras seis rivais, teve alta de 0,09%, a 98,599 pontos.

O euro caiu ante o dólar logo cedo, após a divulgação do PMI composto da zona do euro, que caiu de 51,9 em agosto para 50,4 em setembro, menor nível desde junho de 2013; e do PMI composto da Alemanha, que recuou de 51,7 em agosto para 49,1 em setembro. A leitura abaixo de 50 indica contração da atividade econômica.

A moeda única da zona do euro chegou a reduzir suas perdas após o presidente do Banco Central Europeu (BCE), Mario Draghi, afirmar que a divisa não está fraca. A declaração não teve força, contudo, para fazer o euro avançar ante o dólar.

As incertezas envolvendo a recuperação das economias da União Europeia, acentuadas após Draghi afirmar, em 12 de setembro, que a política fiscal deve assumir o protagonismo no apoio aos países do bloco, corroboram para a queda do euro ante o dólar, segundo Kathy Lien, diretora-gerente de estratégias cambiais do BK Asset Management. “É claro que a política monetária está sem gás e são necessárias ferramentas fiscais”, diz. “Até que as ações de política fiscal sejam anunciadas, a resistência do euro torna-se menor, e ele deve quebrar o patamar de US$ 1,09”, completa a analista, em relatório divulgado a clientes.

Já a libra recuou em relação à moeda americana ainda repercutindo o impasse do Brexit. Nesta terça, às 6h30 (pelo horário de Brasília), a Suprema Corte britânica divulga seu veredicto sobre a legalidade da suspensão do Parlamento do país pelo primeiro-ministro do Reino Unido, Boris Johnson, como forma de coibir a articulação por um adiamento da saída da União Europeia. Caso o Judiciário considere a medida ilegal, os trabalhos serão retomados antes do tempo previsto por Johnson.

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