Finanças

Dólar avança ante outras moedas principais, com dados e EUA-China no radar

O dólar subiu em relação a outras moedas fortes, apoiado por indicadores dos Estados Unidos e com investidores também atentos aos sinais da relação entre Estados Unidos e China. Além disso, o peso argentino se recuperou após três dias de quedas com a política local no radar, enquanto o peso mexicano acabou por se fortalecer ante o dólar, após o Banco Central do México (Banxico) surpreender e cortar os juros.

No fim da tarde em Nova York, o dólar subia a 106,07 ienes, o euro recuava a US$ 1,1112 e a libra tinha alta a US$ 1,2111. O índice DXY, que mede o dólar em relação a outras moedas principais, teve ganho de 0,16%, a 98,144 pontos.

O dólar chegou a perder terreno ante outras moedas fortes, após o Ministério das Finanças da China afirmar em comunicado que a decisão dos EUA de impor tarifa de 10% sobre cerca de US$ 300 bilhões em importações chinesas “violou” o consenso entre os presidentes Donald Trump e Xi Jinping, o que levaria Pequim a adotar “as contramedidas necessárias”.

Ao longo da manhã, porém, a divisa americana ganhou força. As vendas no varejo nos EUA cresceram 0,7% em julho ante junho, o que superou a previsão de alta de 0,3% dos analistas. O índice de atividade industrial Empire State também veio acima do esperado em agosto, embora a produção industrial tenha frustrado a previsão.

Ante divisas emergentes e commodities, o dólar avançava a 19,6077 pesos mexicanos, no fim da tarde em Nova York. O dólar caía ante a divisa do México logo antes da decisão de política monetária local, mas passou a inverter o movimento após o Banxico reduzir a taxa básica de juros em 25 pontos-base, a 8,00%.

O dólar ainda recuava a 57,2674 pesos argentinos. A moeda da Argentina com isso se recuperou um pouco de uma sequência de baixas nesta semana, provocada pela derrota do presidente Mauricio Macri em eleições primárias no domingo. Hoje, o Banco Central da República Argentina (BCRA) ofertou US$ 44 bilhões no mercado cambial, menos que a cota diária atual dessa operação, de US$ 60 bilhões. Além disso, o BCRA também realizou leilões de Letras de Liquidez (Leliq).

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