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Do socialismo às polêmicas climáticas, os cinco momentos-chave de Davos

Do socialismo às polêmicas climáticas, os cinco momentos-chave de Davos

O encontro reúne a elite política e econômica mundial nos Alpes - AFP/Arquivos

Do medo dos socialistas ao novo embate entre os Estados Unidos e Greta Thunberg, listamos os cinco principais momentos do Fórum Econômico Mundial, realizado em Davos:

– Propagandas muito originais –

O encontro, que reúne a elite política e econômica mundial nos Alpes, é também cenário para que as grandes empresas divulguem anúncios e propagandas criativas, distribuídas ao longo da Promenade, a principal principal do povoado.

Por vezes, a originalidade excessiva faz que os anúncios sejam incompreensíveis, como o que diz que “A democracia líquida chegou” e outro que sugere “Construir uma nação ‘bridgital'”, um jogo de palavras com “bridge” (ponte, em inglês) e “digital”.

Há outros, no entanto, muito convincentes: “Unsmoke your mind” (Desfume a sua mente, em português).

– Choque climático –

Questionado sobre a petição da ativista Greta Thunberg para a suspensão imediata dos investimentos em combustíveis fósseis, o secretário do Tesouro americano, Steven Mnuchin, disse nesta quinta-feira (23) que ela deveria “primeiro estudar Economia universidade” para depois “voltar e explicar” seu pedido ao governo.

A jovem de 17 anos respondeu ao comentário de Mnuchin em seu Twitter, explicando que seu ano sabático terminou em agosto do último ano e que, de qualquer forma, “não é necessário um diploma universitário” para notar que as ações atuais para reduzir as emissões de CO2 não são suficientes.

– Mau momento para o ex-ministro –

O ex-ministro de Relações Exteriores do Líbano, Gebran Basil, muito criticado em seu país por participar do evento em Davos, passou por um momento delicado.

Uma repórter lhe perguntou: “Como veio ao Fórum? Em um avião privado?”. Basil, que é considerado por muitos manifestantes no Líbano parte da corrupção política existente no país, respondeu: “Vim por minha conta. Nenhum centavo dos cofres públicos!”, ressaltou.

– Socialistas por todas partes –

O temor aos socialistas parece ter se apoderado de muitos participantes de Davos.

É o caso de Jamie Dimon, um influente banqueiro americano. Ao fazer referência a Bernie Sanders, sem citá-lo, Dimon disse à emissora americana CNBC que as pessoas desconhecem verdadeiramente o socialismo.

“A maioria das empresas públicas não fazem bem o seu trabalho e com o tempo se corrompem”, afirmou.

A revista Foreign Policy, por sua vez, publicou um especial sobre “O Socialismo: por que voltou e o que significa” na mesma época do evento em Davos.

Em seu Twitter, Sanders, pré-candidato democrata à presidência americana, respondeu: “É engraçado. Jamie Dimon não teve nada contra o Socialismo quando o seu banco obteve um resgate de US$ 416 bilhões dos contribuintes dos Estados Unidos”.

– Cuidar dos investidores –

Na busca por investimentos, a Ucrânia parece estar disposta a tudo. Em um vídeo gravado, o presidente ucraniano, Volodimir Zelenski, prometeu que aqueles que investirem US$ 100 milhões no país terão um “um anjo da guarda” pessoal do governo.

“Os investidores serão protegidos pelo Estado. Terão um tutor, uma ‘babá para o investimento’, que falará cinco línguas e trabalhará para vocês 24 horas por dia, sete dias por semana”, acrescentou.

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