Giro

Disputa pelo quadro de medalhas: nem começou e já acabou

São apenas dois dias completos de competição até agora, mas a China já tem mostrado que não levou a sério apenas a organização dos Jogos Mundiais Militares. O país disparou na ponta do quadro de medalhas de uma forma que pegou muita gente de surpresa. Era possível prever uma subida, mas não tamanho predomínio.

Nas seis edições anteriores, a China criou o costume de rondar as primeiras posições. Terminou em segundo no quadro geral quatro vezes e em terceiro em mais uma oportunidade. Agora, o país veio com tudo. Na noite de domingo (manhã no Brasil), os chineses já haviam conquistado incríveis 26 medalhas de ouro, 16 a mais que a segunda colocada, a Rússia e 24 a mais que o terceiro, o Brasil. 

Assim como acontece com a delegação brasileira, muitos atletas de alto rendimento do potente esporte olímpico da China também competem como militares. O nadador Wang Shun, por exemplo, que venceu os 200 metros medley em Wuhan, foi bronze na mesma prova na Rio 2016. Aliás, o domínio chinês na natação é assombroso. Nos dois primeiros dias, os chineses conquistaram 22 das 51 medalhas em disputa, sendo 12 dos 17 ouros possíveis. E tem qualidade e também quantidade. 426 atletas representam a China nos jogos. Somente no golfe não há ninguém do país.

Mas a hegemonia quase que instantânea talvez não se explique apenas por isso. E bem verdade que os Jogos Mundiais Militares ainda não são uma competição com a mesma repercussão que outras e os chineses, além de numerosos, também resolveram comprar a briga. São quase que a totalidade dos presentes nas arquibancadas e assim que um atleta da casa entra para pleitear uma medalha, eles fazem o máximo de barulho possivel. Tem até torcida organizada dos militares. Assim fica mais fácil entender como, com uma semana de competição pela frente, eles já pareçam inalcançáveis. Resta ver aonde vão parar.