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Disney+ precisará de apenas um ano para se tornar rentável, diz projeção

A Disney esperar ter até 2024, de 60 a 90 milhões de assinantes em seu streaming, e segundo projeção do banco suíço UBS, o número de usuários para o primeiro ano pode atingir a marca de 6 milhões

Disney+ precisará de apenas um ano para se tornar rentável, diz projeção

(Arquivo) Foto mostra logo da Disney em loja em Nova York, nos Estados Unidos, em 14 de dezembro de 2017 - GETTY IMAGES NORTH AMERICA/AFP/Arquivos

O início de operações de novas empresas ou serviços é sempre problemática. O Uber até hoje precisa lidar com perdas quando chega em novos países, e não se sabe o quão rentável é sua operação. Já a Netflix lançou no ano passado três títulos de dívidas para ajudar a financiar suas produções originais, a última no valor de US$ 2 bilhões.

Entrando no mercado de streaming, a Disney também teve que perder dinheiro para garantir todos os seus conteúdos com exclusividade no serviço. É estimado que a empresa tenha perdido US$ 500 milhões por ano no processo de retirada de seus conteúdos de rivais, além de US$ 136 milhões ao investir em tecnologia para colocar no ar o Disney+ e para criação de programas próprios.

No entanto, os números não fazem o Mickey perder o sono, uma vez que o potencial do serviço é gigante. A Disney esperar ter até 2024, de 60 a 90 milhões de assinantes em seu streaming, e segundo projeção do banco suíço UBS, o número de usuários para o primeiro ano pode atingir a marca de 6 milhões.

Utilizando estes números junto com o valor de assinatura anunciado pela Disney – US$ 6,99 por mês ou US$ 69,99 ao ano – a Business Insider estima que o dinheiro perdido pela companhia para implementar o serviço será recuperado em cerca de um ano, período curto para uma operação jovem. Pesam também na avaliação dois fatores: o primeiro é a consciência da marca Disney (brand awareness, termo em inglês que mede a identificação da marca em relação ao seu produto) que chega a 95%, número altíssimo que a coloca como uma das mais bem avaliadas do mercado. O segundo fator é o preço médio que uma pessoa está disposta a gastar com serviços de streaming. O limite foi calculado em US$ 38, e atualmente quem assina Netflix, Amazon Prime e Hulu (as três líderes do segmento) paga US$ 32 no total, dando espaço para que a Disney+ entre na lista de assinatura sem “estourar o budget”.