Economia

Dirigentes do Fed preveem outra alta de juros em 2017

Muitos dirigentes do Comitê Federal do Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês) preveem uma nova elevação de juros este ano, mostra a ata da mais recente reunião de política monetária do Federal Reserve (Fed, o banco central americano).

“Consistente com a expectativa de que um aumento gradual da taxa dos Fed funds seja apropriada, muitos participantes avaliam a necessidade de outro aumento na faixa alvo de juros mais tarde este ano, provavelmente sendo garantida se a perspectiva se mantiver praticamente inalterada”, diz o documento.

A ata diz ainda que “quase todos os dirigentes apoiam aumento gradual dos juros ao longo dos próximos meses”, mas vários dirigentes ponderam que a decisão sobre alta de juros em 2017 depende de dados econômicos.

O documento mostra também que alguns formuladores de política monetária estão “preocupados com afrouxamento das condições financeiras”.

Furacão

A equipe do Fed que apoia os dirigentes da instituição, avaliou que os efeitos dos furacões que atingiram os Estados Unidos nas últimas semanas podem pesar na leitura do Produto Interno Bruto (PIB) do terceiro trimestre, mas, em contrapartida, impulsionar a do quarto.

“Os participantes da reunião acreditam que os furacões Harvey, Irma e Maria podem afetar a atividade econômica no curto prazo. Eles esperam que o crescimento real do PIB no terceiro trimestre seja pressionado para baixo por causa dos severos danos causados pelas tempestades, mas que a recuperação vai se iniciar no quarto trimestre por meio da reconstrução e do impulso da atividade econômica nas áreas afetadas”, diz o texto.

O documento afirma ainda que, diante deste cenário, a equipe prevê um crescimento econômico “um pouco maior que o antes previsto para o segundo semestre deste ano”.

Ao avaliar o cenário para os próximos anos, o staff de economistas do Fed vê incertezas “elevadas sobre o rumo das políticas econômicas”, sem detalhar ou fazer críticas diretas aos projetos do governo americano. Ainda assim, os membros da instituição veem que os riscos às projeções de PIB estão equilibrados.

“Em particular, a equipe continua a projetar que a projeção real para o PIB pode se expandir modestamente mais rápido que o potencial até 2019. A taxa de desemprego projetada deve cair gradualmente ao longo dos próximos dois anos”, diz a ata, ressaltando ainda que a equipe revisou em leve baixa projeção de taxa natural de desemprego no longo prazo.

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