Economia

Diretora do Fed defende manutenção de apoio monetário e fiscal nos EUA

Diretora do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano), Lael Brainard argumentou nesta terça-feira, 14, pela manutenção do apoio monetário e fiscal nos Estados Unidos, diante do choque causado pela pandemia da covid-19. Além disso, ela considerou a possibilidade de que seja usado o controle da curva de juros curtos e médios, embora também tenha dito que antes disso serão necessárias mais análises.

Brainard falou em evento virtual da National Association for Business Economics (NABE). Ela comentou que a contração econômica é “sem precedentes em tempos modernos”, por sua gravidade e pela velocidade.

A diretora notou que o emprego e a atividade econômica reagiram mais rápido do que o antecipado, mas disse que as novas ondas de casos são um lembrete de que a pandemia ainda é o principal driver da economia.

Na avaliação da autoridade, os riscos de baixa predominam no cenário e a recuperação deve enfrentar ventos contrários. Nesse contexto, ela argumentou pela manutenção do apoio fiscal e da política monetária. Quanto a esta, ela disse que a política terá de mudar da “estabilização para a acomodação”, a fim de apoiar a retomada.

Brainard disse que, com os juros baixos, uma diretriz (“forward guidance”) pode ser um instrumento vital para prover mais acomodação. Segundo ela, pode ser benéfico reforçar a credibilidade do forward guidance, bem como adicionar metas à curva de juros curtos e médios. Sobre o controle da curva, contudo, ela ressalvou: “Diante da falta de familiaridade com metas de controle da curva de juros nos Estados Unidos, uma abordagem dessa deveria entrar em foco apenas após análises e discussões adicionais.”

Para a diretora do banco central, o quadro na economia é de divergência nos efeitos da pandemia. Alguns setores, como o industrial e o de construção de residências mostram recuperação, enquanto “os serviços ao consumidor devem ficar mais reféns do distanciamento social”.

Sobre o mercado de trabalho, ela vê uma recuperação nos últimos dois meses, concentrada entre trabalhadores que haviam sido afastados temporariamente.

Brainard ainda advertiu que uma segunda onda de casos da covid-19 pode provocar volatilidade e eventuais perturbações nos mercados, “em um momento de maior vulnerabilidade”.

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