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Diretor do FBI defende papel da agência antes de ataque ao Capitólio

O diretor do FBI, Christopher Wray, defendeu nesta terça-feira (2) o trabalho da agência antes do ataque ao Capitólio, durante um interrogatório no Congresso sobre se a polícia federal americana subestimou o perigo.

Em seu primeiro testemunho desde a invasão à sede do Congresso, em 6 de janeiro, por seguidores do então presidente Donald Trump, também disse que o FBI dobrou para duas mil as investigações sobre grupos domésticos, inclusive supremacistas.

Ele também disse que não tem provas de que os membros do movimento de esquerda Antifa tenham se engajado em atos violentos que o FBI cataloga como de terrorismo doméstico.

Wray se manteve firme sobre a gestão da informação disponível antes do ataque ao Capitólio depois que outros agentes das forças de segurança declararam perante o Congresso no mês passado que os serviços de Inteligência não os tinham informado o suficiente sobre a ameaça.

“A forma como (a ameaça) foi gerenciada, até onde sei, parece consistente com nossos procedimentos normais”, disse Wray ao comitê de assuntos judiciários do Senado.

Ele se referia à informação bruta, não verificada, obtida em 5 de janeiro pelo FBI em Norfolk, Virgínia, e comunicada por e-mail à polícia do Capitólio e outros serviços de segurança.

Este relatório de Inteligência citava comentários em redes sociais que indicavam que simpatizantes de Trump planejavam invadir o Congresso juntamente com extremistas “prontos para a guerra”.

Wray também disse que a polícia foi informada verbalmente sobre a ameaça e que estes dados foram publicados em um portal destinado aos agentes de segurança na região da capital federal e em todo o país.

“Não tenho uma boa resposta para isso”, disse, quando perguntado se este informe teria chegado às mais altas autoridades policiais. Ele admitiu que ele mesmo não o tinha visto até dias depois do ataque.

Wray assumiu a chefia do FBI em agosto de 2017. Ele teve uma relação complicada com Trump, que questionou sua abordagem sobre a segurança eleitoral, assim como a investigação do FBI sobre a interferência russa nas eleições de 2016.

Vários legisladores republicanos insinuaram que não foram os simpatizantes de Trump que invadiram o Capitólio, mas sim grupos de esquerda, inclusive o Antifa.

Wray descartou essa hipótese. “Até agora não vimos nenhuma evidência de anarquistas extremistas ou de membros do Antifa em conexão com o ocorrido em 6 de janeiro”, disse.

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