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Diretor da cerimônia de abertura dos Jogos é demitido por piada sobre o Holocausto do passado

Crédito: Reprodução/Facebook Tóquio 2020

Kobayashi, responsável cerimônia de abertura dos Jogos, se envolveu em uma polêmica (Crédito: Reprodução/Facebook Tóquio 2020 )

O diretor artístico da cerimônia de abertura dos Jogos de Tóquio, Kentaro Kobayashi, foi demitido por fazer uma piada há duas décadas sobre o Holocausto, anunciaram nesta quinta-feira os organizadores do evento.

“Soubemos que durante um espetáculo no passado, ele usou uma linguagem burlesca ao se referir a este trágico episódio do passado (o Holocausto, o genocídio de cerca de seis milhões de judeus durante a Segunda Guerra Mundial)”, declarou a chefe da organização das Olimpíadas no Japão, Seiko Hashimoto, acrescentando que foi decidida “a retirada do Sr. Kobayashi das suas funções”.

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A polêmica cena, gravada em vídeo em 1998, mostra Kobayashi e outro ator interpretando comediantes infantis famosos na televisão japonesa.



Em um momento da gravação, Kobayashi se refere a alguns bonecos de papel como “aqueles que você disse da última vez: ‘Vamos brincar de Holocausto!’”, causando risos na plateia.

A dupla faz outra piada sobre a raiva que essa referência ao Holocausto provocaria em seu produtor de televisão.

Esse vídeo foi divulgado na madrugada desta quinta-feira, causando grande polêmica.

Em um comunicado, Kobayashi se desculpou por palavras “extremamente inadequadas”.

“Era uma época em que eu não conseguia fazer as pessoas rirem da maneira que queria, então acho que estava tentando chamar a atenção das pessoas de forma superficial”, justificou.

Kobayashi, um profissional de renome do teatro no Japão, é o mais recente responsável pela cerimônia de abertura dos Jogos que se envolveu em uma polêmica.

Na segunda-feira, Keigo Oyamada, compositor de uma das canções da cerimônia, pediu demissão por assediar colegas deficientes quando era estudante.

Em março, o diretor artístico das cerimônias de abertura e encerramento das Olimpíadas, Hiroshi Sasaki, já havia pedido demissão por ter sugerido internamente vestir a atriz japonesa Naomi Watanabe com uma fantasia de porco.

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