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Diplomatas europeus expressam ‘decepção e preocupação’ em negociações com o Irã

Diplomatas europeus expressam ‘decepção e preocupação’ em negociações com o Irã

O palácio Coburg onde acontecem as discussões em Viena, em 3 de dezembro de 2021 - AFP

Os europeus expressaram nesta sexta-feira (3) “decepção e preocupação” com a atitude do Irã nas negociações do seu programa nuclear, retomadas há poucos dias em Viena, disseram diplomatas do Reino Unido, França e Alemanha, o chamado grupo E3.



“Teerã está retrocedendo em quase todos os compromissos que foram difíceis de encontrar” durante a primeira rodada de negociações entre abril e junho, disseram os diplomatas.

As delegações retornam às suas respectivas capitais neste fim de semana e as negociações serão retomadas “na próxima semana para ver se essas diferenças podem ser superadas ou não”, acrescentaram.

Mas “não está claro como essa lacuna pode ser preenchida dentro de um prazo realista com base no projeto iraniano”, indicaram as fontes.

Apesar desses comentários negativos e do pouco tempo, os diplomatas europeus dizem que estão “totalmente comprometidos em encontrar uma solução diplomática”.

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Mas “o tempo está se esgotando”, insistiram.

O acordo nuclear iraniano, assinado em 2015 entre a República Islâmica e seis grandes potências, os cinco membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU (Estados Unidos, Rússia, China, França e Reino Unido) mais a Alemanha, foi rompido em 2018 após a saída unilateral dos Estados Unidos durante a presidência de Donald Trump.

O Irã respondeu libertando-se da maioria dos compromissos incluídos no acordo.

As negociações de Viena têm como objetivo fazer com que os Estados Unidos voltem a negociar.

Em junho passado, as partes deixaram as negociações com a esperança de um acordo rápido, mas a chegada do presidente ultraconservador Ebrahim Raissi ao poder na República Islâmica mudou a situação.

O acordo de 2015, o Plano de Ação Conjunto Global (JCPOA, na sigla em inglês), ofereceu a Teerã o levantamento de parte das sanções que sufocavam sua economia em troca de uma redução drástica de seu programa nuclear, colocado sob estrito controle da ONU.


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