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Dinamarca deixa de considerar Covid como doença “crítica” e elimina restrições

Crédito: Reprodução/Pixabay

nos despedimo das restrições e saudamos a vida que tínhamos antes. A pandemia continua, mas já passamos da fase crítica”, disse a primeira-ministra (Crédito: Reprodução/Pixabay)

No dia 1º de fevereiro, a Dinamarca vai eliminar todas as restrições impostas na quarta onda da pandemia, apesar do número recorde de contágios, devido ao menor risco da variante Ômicron e ao elevado número de imunizados, anunciou o governo do país.

A Covid-19 vai deixar de ser considerada uma doença “crítica” para a sociedade, o que vai implicar a extinção das medidas atuais: deixarão de ser usadas máscaras em espaços fechados e desaparecerão as restrições nos restaurantes, na vida cultural e social, e as casas noturnas reabrirão.



“Estamos prontos para sair da sombra do coronavírus, nos despedimo das restrições e saudamos a vida que tínhamos antes. A pandemia continua, mas já passamos da fase crítica”, disse a primeira-ministra dinamarquesa, Mette Frederiksen, em coletiva de imprensa.

Mette Frederiksen falou de um “marco” e de uma “transição” para uma nova fase, sublinhando que a decisão tem o aval da comissão científica que auxilia o Governo desde o início da pandemia da Covid-19.

“Pode parecer estranho e paradoxal que eliminemos as restrições com níveis atuais de contágio, mas devemos olhar para mais números. Um dos mais importantes é dos doentes graves e essa curva foi partida”, disse.

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A Dinamarca, que é um dos países que mais testa contra a Covid-19 no mundo, registou 46.747 novos casos nas últimas 24 horas, nove vezes mais do que há um ano no pico da segunda onda, mas contabiliza apenas 938 internados, 50 a menos do que em 2021.

As autoridades de saúde também admitiram que, neste momento, entre 30% e 40% dos internados são pessoas que foram hospitalizadas por outros motivos e que posteriormente testaram positivo à Covid-19.

O número total de pacientes em unidades de tratamentos intensivos (UTI) é de 40, metade do que apenas há algumas semanas, confirmando que a Ômicron é uma variante “menos prejudicial”, de acordo com a primeira-ministra. Frederiksen também fez referência aos elevados números de vacinação como o segundo fator decisivo: 80,6% dos dinamarqueses receberam o esquema completo e 60% a dose de reforço.

As autoridades dinamarquesas esperam que o contágio elevado continue durante mais algumas semanas, mas consideram desproporcional manter as restrições atuais.

A primeira-ministra do país escandinavo apontou três fases: na primeira vão ser mantidas as recomendações de proteção dos grupos de risco, como uso de máscaras em lares de idosos, bem como a obrigatoriedade de realização de testes para os não vacinados que viajam para Dinamarca.

A segunda fase, será de vigilância e preparação para a terceira, em que é “muito possível” uma parte da população ou mesmo toda tenha de ser novamente vacinada, indicou Frederiksen. A Dinamarca já havia suspendido todas as restrições em 10 de setembro de 2021, antes de reintroduzir o certificado de vacinação no início de novembro e depois introduzir novas restrições.

Por sua vez, a Suécia considerou necessário manter as restrições pelo menos mais duas semanas. No entanto, a ministra da Saúde, Lena Hallengren, disse que “a maioria” das medidas pode ser suspensa a partir de 9 de fevereiro, “se a situação se estabilizar”.

Face a um nível de internações em UTI menor do que em ondas anteriores, vários países europeus, como França ou Reino Unido, anunciaram a flexibilização das medidas ou o levantamento da maioria das restrições, apesar dos casos de infecção recordes ou muito elevados. No Reino Unido, a única restrição que será aplicada é o isolamento para pessoas infectadas.