Apresentado por Desenvolve SP

Desenvolve SP injetou R$ 1,1 bi em micro, pequenas e médias empresas paulistas

Banco do Empreendedor, instituição financeira do Estado de São Paulo, aumentou o número de atendimentos em 825% em relação ao ano passado devido às necessidades geradas pela pandemia

Crédito: Divulgação

Desenvolve SP injetou R$ 1,1 bi em micro, pequenas e médias empresas paulistas (Crédito: Divulgação)

A pandemia da Covid-19 refletiu negativamente em diversos setores da economia brasileira e afetou gravemente as micro, pequenas e médias empresas de diversos segmentos. Diante deste cenário, o Desenvolve SP foi a primeira agência de fomento a oferecer um plano de apoio aos impactos financeiros gerados pela crise ocasionada pelo coronavírus. Em três meses, a demanda da instituição superou a soma de 11 anos de operações, com um aumento de 2.161% em abril e maio de 2020 em relação ao mesmo período do ano anterior. O número de operações seguiu na mesma velocidade, contabilizando um crescimento de 825% – saltou de 360, em 2019 para 3.036 neste ano. Em 2019 foram liberados R$ 237 milhões em recursos; somente até o momento, em 2020, já foram liberados R$ 1,1 bilhão.

“O auxílio emergencial das empresas é o capital de giro”, é o que acredita o Presidente do Desenvolve SP, Nelson de Souza. E para conseguir mais recursos para amparar as empresas, uma das estratégias adotadas pelo Desenvolve SP foi a busca por captações internacionais. Em uma ação inédita, a agência selou parceria com o CAF – banco de desenvolvimento da América Latina para a captação de US$ 50 milhões, cujo aporte será destinado para os setores privado – financiamento de projetos com foco em inovação, produtividade, eficiência energética e inclusão financeira – e público, com ênfase em projetos de infraestrutura para melhoria das vias públicas, iluminação e saneamento.

Além disso, também está em negociações com o International Finance Corporation, braço do Banco Mundial para o setor privado, com o New Development Bank – Banco de Desenvolvimento dos Brics – e com o Banco Interamericano de Desenvolvimento, além da busca de novos recursos junto ao BNDES e ao FINEP.

Como pedir o crédito?

Micro, pequenas e médias empresas com faturamento anual entre R$ 81 mil e R$ 10 milhões, com Certificação Digital E-CNPJ, cadastro ativo no CADASTUR e Classificação Nacional de Atividades Econômicas (CNAE) relacionado a atividades turísticas podem pedir o crédito pelo site do Desenvolve SP: www.desenvolvesp.com.br. Todo o processo é feito online.

Na prática

O crédito disponibilizado pelo Desenvolve SP ajudou várias empresas do estado de São Paulo a driblarem a crise. A panificadora Recreio do Okinawa, da cidade de Paulínia, após uma queda de 70% no faturamento, migrou os atendimentos para o delivery e hoje conseguiu reduzir o prejuízo para 22%. “Parte dos recursos obtidos foi para o pagamento dos salários e outra para os fornecedores. Com este fôlego, passamos a atender via WhatsApp. Quando fechamos as portas, servíamos 1.200 refeições por dia. Hoje entregamos 3.400. Além disso, conseguimos aumentar em 20% nossas vendas de pizza”, conta Abel Simões Ferreira, proprietário do estabelecimento.

No Cardum Palace Hotel, de Sorocaba, o crédito obtido por Eduardo Cardum, administrador da empresa, permitiu fazer as adequações necessárias e manter as contas em dia. “A pandemia chegou e rapidamente mudou todo o planejamento e cotidiano da empresa. De uma hora para outra, precisamos investir em adequações nas instalações e no departamento pessoal. Os recursos nos trouxeram mais tranquilidade para sobrevivermos a esse período tão difícil”.

Para o turismo

Um dos setores mais afetados pela pandemia foi o turismo, que vinha crescendo significativamente nos últimos anos. Na cidade de São Paulo, o cenário desse mercado não é diferente. De acordo com dados da Secretaria de Turismo do Estado de São Paulo, antes da chegada do coronavírus a previsão de movimentação financeira do turismo no Estado era positiva, na ordem de R$ 43 bilhões em 2020. Hoje, essa estimativa caiu para R$ 26,1 bilhões – R$ 16,9 bilhões a menos, o que sinaliza preocupação, já que o turismo no país contribui diretamente para cerca de 3,7% do PIB nacional e 3% do total de empregos.

O Governo de São Paulo agiu rapidamente para socorrer o setor, com foco em ajudar as micro, pequenas e médias empresas. O Desenvolve SP disponibilizou, ainda em março, linhas de crédito com condições excepcionais, incluindo uma exclusivamente para os setores mais impactados pela pandemia – turismo, cultura e economia criativa e comércio. Além disso, criou um fundo garantidor próprio como alternativa para empresários que não possuem garantias reais suficientes para serem utilizadas nas operações de crédito, e anunciou standstill – congelamento das parcelas vincendas – para todos os clientes.

No mês passado, mais um passo importante foi dado em direção à recuperação do setor turístico. O Desenvolve SP fechou parceria com o Ministério do Turismo para destinar mais R$ 400 milhões via Fungetur. “No mundo todo, o turismo é um dos setores mais afetados pela pandemia. Por isso é tão importante o investimento público para impulsionar sua retomada”, afirma Nelson Souza, presidente do Desenvolve SP.

As pequenas e médias empresas têm acesso aos recursos por meio de linhas de crédito com condições facilitadas, com taxas de juros reduzidas – a partir de 0,41% ao mês + Selic – além de prazos de pagamento estendidos, de até 120 meses, dependendo da modalidade, com até 36 meses de carência, incluindo garantia por meio do Fundo Garantidor e anuência dos sócios. Podem solicitar os recursos empresas como bares, restaurantes, agências de turismo, organizadores de eventos, parques temáticos e acampamentos turísticos. Os CNAES atendidos podem ser conferidos no site do Desenvolve SP.