Economia

Desemprego no Brasil chega a 14,4%, o mais alto desde o início da pandemia

Crédito: Arquivo Agência Brasil

Segundo os dados divulgados nesta sexta-feira (16), a taxa de desocupação do país ficou em 14,4%, contra os 13,7% observados na semana anterior (Crédito: Arquivo Agência Brasil)

A taxa de desemprego no Brasil passou de 13,7% na terceira semana de setembro para 14,4% na quarta semana do mesmo mês. Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Covid (Pnad Covid-19), divulgados nesta sexta-feira (16) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A taxa semanal é a maior dessa série histórica com foco na pandemia do coronavírus, iniciada em maio, e maior do que as taxas divulgadas nas pesquisas trimestrais do IBGE desde 2012.

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A população desempregada está em pouco mais de 14 milhões, segundo o registro feito na semana de 20 a 26 de setembro. O número é cerca de 700 mil a mais que o registrado na semana anterior, que foi de 13,2 milhões, e o pior patamar desde 2012, quando teve início a série histórica do IBGE.

O total de pessoas empregadas no Brasil também diminuiu e agora é de 83 milhões, exatamente 700 mil a menos que o patamar da semana anterior.

Gráfico com a evolução da taxa de desemprego desde maio
Gráfico com a evolução da taxa de desemprego desde maio (Crédito:IBGE)

“A população ocupada vinha crescendo, e nessa semana teve uma variação negativa. É muito difícil afirmar que postos de trabalho foram destruídos. A expectativa para esse fim de ano seria a partir de agora que a ocupação passasse a aumentar, devido às festas de fim de ano, de Natal”, disse Maria Lucia Vieira, coordenadora da pesquisa, sobre o cenário do trabalho nos próximos dias.

O IBGE só classifica como desocupado o trabalhador que está em busca de uma vaga. Quem está sem emprego, mas não procura espaço no mercado de trabalho, não entra na estatística dos desocupados.

A pesquisa apontou que cerca de 73,4 milhões de pessoas não estavam trabalhando e não estão procurando trabalho. Entre os inativos, cerca de 25,6 milhões de pessoas, ou 34,8% da população fora da força de trabalho, disseram que gostariam de trabalhar. Aproximadamente 15,3 milhões de inativos que gostariam de trabalhar alegaram que não procuraram trabalho por causa da pandemia ou por não encontrarem uma ocupação na localidade em que moram.

“Embora as informações sobre a desocupação tenham ficado estáveis na comparação semanal, elas sugerem que mais pessoas estejam pressionando o mercado em busca de trabalho, em meio à flexibilização das medidas de distanciamento social e à retomada das atividades econômicas”, apontou Maria Lucia Vieira.

A taxa de informalidade subiu a 34,2% na quarta semana de setembro, ante 33,6% na semana anterior. O resultado sugere que as vagas fechadas na última semana da pesquisa fossem de trabalhadores formais

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